Manaus/AM - Mais de 1,3 tonelada de maconha do tipo skunk, avaliada em aproximadamente R$ 28 milhões, foi apreendida em um sítio na comunidade do Aracati, no interior do Amazonas. A droga estava escondida em quatro pontos de uma área de mata. Dois estrangeiros que estavam no local fugiram ao perceber a aproximação dos policiais.
A apreensão foi resultado de uma investigação sobre o tráfico de drogas na calha do Rio Negro, com participação do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (SEAI), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e de policiais da delegacia de Novo Airão, além do apoio da Polícia Militar.

Durante a coletiva de imprensa, o secretário de Segurança Pública, coronel Anézio Paiva, destacou a integração das forças policiais e o trabalho de inteligência na localização dos entorpecentes.
“Foi um trabalho da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, do Denarc e da Polícia Civil”, afirmou.
O secretário também ressaltou que as operações têm como objetivo retirar drogas de circulação e impedir que o tráfico amplie sua atuação nos municípios do interior.
“Com a inteligência forte, com a integração das forças, tanto as polícias militares e civis, e também com a tecnologia, a gente consegue tirar esses entorpecentes de circulação”, declarou.
Droga estava escondida em quatro pontos
Segundo o delegado-geral Bruno Fraga, a apreensão representa um prejuízo financeiro para o crime organizado e impede que os recursos obtidos com o tráfico sejam utilizados para financiar outras atividades criminosas.
“Quando nós conseguimos fazer uma apreensão dessa monta, nós não estamos apenas reprimindo essas organizações criminosas. Nós estamos fazendo um trabalho de prevenção social porque isso impede que eles consigam auferir lucro”, disse.

O delegado-geral acrescentou que o dinheiro movimentado pelo tráfico pode ser utilizado para corromper servidores, comprar armas e disputar territórios.
“É muita droga que foi apreendida, muito dinheiro que deixa de chegar na mão desses criminosos e, principalmente, entorpecentes que não vão chegar nos nossos adolescentes”, afirmou.
Investigação começou há cerca de 22 dias
O delegado Rodrigo Torres, do Denarc, explicou que a investigação teve início a partir de informações sobre a atuação de estrangeiros no tráfico de drogas pela calha do Rio Negro. O trabalho foi desenvolvido em conjunto com a equipe policial de Novo Airão e com o setor de inteligência da Secretaria de Segurança Pública.
“Foi possível, então, ter o local exato onde essa droga estava escondida”, explicou o delegado.

Os policiais encontraram os entorpecentes distribuídos em quatro pontos de um sítio na comunidade do Aracati. Dois estrangeiros conseguiram fugir antes de serem abordados, mas a fuga não impediu a apreensão da carga.
De acordo com Rodrigo Torres, a retirada da droga da área de mata exigiu cerca de 18 horas de trabalho, incluindo o transporte até Novo Airão e, posteriormente, para Manaus.
A investigação continua para identificar os responsáveis pelo armazenamento e transporte dos entorpecentes. A Polícia Civil informou que pretende solicitar medidas cautelares à Justiça nos próximos dias.
Droga poderia abastecer outros estados
Conforme as informações apresentadas durante a coletiva, a carga chegou à região pelo transporte fluvial e seria escoada por rodovias. Parte dos entorpecentes que chegam a Manaus permanece na capital, enquanto outra parcela segue para outros estados, incluindo Ceará e Paraíba.
A polícia apura se os suspeitos fazem parte de uma estrutura criminosa com atuação mais ampla na rota do Rio Negro. Segundo os investigadores, esta foi a primeira ação direcionada especificamente ao grupo identificado durante as apurações.
A SSP-AM afirmou que as operações integradas continuarão em todo o estado, com foco na identificação dos envolvidos e no combate às rotas utilizadas pelo narcotráfico.
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