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Esposa de borracheiro relata ameaças antes de homicídio no Adrianópolis: 'Ele era trabalhador'

Esposa de borracheiro relata ameaças antes de homicídio no Adrianópolis: 'Ele era trabalhador'
Raquel estava em choque - Foto: Jander Robson/Portal do Holanda

Manaus/AM – O assassinato do borracheiro Fabrício da Silva Brandão, de 32 anos, continua repercutindo após o depoimento da esposa, Raquel, que revelou detalhes sobre ameaças antigas, disputas de terreno e uma discussão recente com um agiota.

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Perícia na cena do crime - Foto: Jander Robson/Portal do Holanda

Raquel relatou que o marido era conhecido como trabalhador e respeitado na comunidade: “Meu marido, ele é trabalhador, todo mundo conhece ele aqui. É verdade, trabalhador. Há muito tempo ele vinha recebendo ameaças por causa desse terreno, que estava na Justiça.”

Ela negou que a disputa fosse de origem familiar e afirmou que a família morava no local há muito tempo. Sobre possíveis suspeitos, disse: “Ele chegou a falar para mim sobre alguma pessoa, algo assim? Não, só uma briga ontem, discutiu com o agiota, porque ele estava pegando dinheiro com agiota, mas me dizia que pagava direitinho, sempre falava isso.”

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Raquel tem suspeitas - Foto: Jander Robson/Portal do Holanda

Na madrugada do crime, Raquel contou que ouviu disparos: “Ontem eu fui botar meus filhos para dormir. Eu ouvi uns quatro, cinco tiros. Saí para ver, a rua estava deserta, não imaginava que fosse aqui. Por volta de meia-noite, mais ou menos.”

Ela ainda relatou que chegou a mandar mensagem para o marido após ouvir os tiros: “Depois mandei mensagem para ele: ‘Olha, eu escutei um tiro aqui na frente de casa’. Eu não sabia que ele estava na borracharia, porque nesse horário, meia-noite, ele costumava sair para comprar algumas coisas, mas já não saía mais, porque trabalhava na borracharia.”

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Polícia tenta montar quebra-cabeças do crime - Foto: Jander Robson/Portal do Holanda

Emocionada, Raquel reforçou a imagem de Fabrício como homem de bem: “Ele trabalhava com um grupo, todo mundo conhecia meu marido. Meu marido não era nenhum vagabundo, não. Eu estou muito abalada.”

Fabrício deixa quatro filhos, sendo um do relacionamento anterior e três da atual esposa. A Polícia Civil investiga se o homicídio está relacionado à disputa judicial pelo terreno ou à discussão com o agiota. O caso segue em apuração.

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