Manaus/AM - Raimundo Alceu Lima de Mello, 58, pai de Jhonatan Andrade de Mello, 32, morto durante um assalto a distribuidora dele na manhã de hoje (17), no bairro Santa Etelvina, contou à polícia que o filho reagiu porque os criminosos ameaçaram cortar o dedo da esposa dele, Ana Claúdia Vieira da Silva, 31.
Raimundo deu detalhes de como tudo aconteceu e disse que os criminosos chegaram ao estabelecimento por volta das 8h, em um carro branco.
Na ocasião, o motorista desceu do veículo com um garrafão de água nas mãos, fingindo ser um cliente. Ele foi até Raimundo que era quem estava no comércio no momento, e logo em seguida, um segundo criminoso saiu do carro armado e o rendeu.
Os assaltantes já chegaram perguntando onde estava os R$ 20 mil e exigindo que o homem entregasse o dinheiro.
Raimundo afirmou que não tinha essa quantia e foi obrigado a levar os criminosos até o quarto onde o proprietário da distribuidora estava com a esposa.
Assim que Jhonatan abriu a porta do quarto, a dupla de assaltantes rendeu toda a família e a levou para a cozinha. Eles interrogaram a vítima e ordenaram que ela entregasse o dinheiro, mas Jhonatan disse que não tinha R$ 20 mil.
Ele chegou a entregar a quantia de R$ 1,7 mil, mas os ladrões queriam mais. Irritados, os homens pegaram uma faca, seguraram a mão da esposa de Claúdia e disseram que iriam cortar os dedos dela, caso ele se negasse a entregar o dinheiro.
Na tentativa de impedir que a mulher fosse torturada, Jhonatan reagiu e lutou com um criminoso, mas foi surpreendido a tiros pelo outro comparsa.
Baleado na nuca, o comerciante morreu na hora. Após a fuga dos assassinos, Claúdia entrou em desespero e sobre o corpo do marido gritava: “Era pra ter deixado cortar meu dedo”.
O pai do homem também está desolado e espera que a polícia encontre os responsáveis pela morte do filho. A principal suspeita é de que a dupla recebeu informações antecipadas de que Jhonatan tinha R$ 20 mil em casa.
A polícia não informou se a distribuidora tinha câmeras de segurança, mas deve fazer uma varredura para saber se algum circuito interno de segurança de vizinhos possa ter captado imagens da chegada e da fuga dos criminosos.





