Manaus/AM - José Fábio, 49, entregador de um aplicativo de delivery, foi agredido a socos por um cliente enquanto fazia uma entrega no condomínio de alto padrão, Vista do Sol, localizado na avenida Via Láctea, no Conjunto Morada do Sol, zona sul.
Segundo José Fábio, a agressão ocorreu no elevador do prédio, após o cliente acreditar que ele tinha resmungado algo.
“Geralmente a gente não sobe, eu até estranhei e falei: Não meu amigo, eu não subo. Mas aí eu resolvi subir e pensei que assim eu adianto logo a entrega, vou embora e acaba. Cheguei lá e a pessoa me recebe só de cueca, quis tomar o pedido da minha mão e eu pedi o código (...) Entreguei o pedido para ele, finalizei a corrida e me encaminhei para o elevador, e estava de cabeça baixa, quando de repente eu escuto a porta abrir e ele falar: ‘Tu falou o quê?’, eu disse que não falei nada. Ele disse: ‘Tu tem que subir seu preguiçoso’. Eu disse que eu não sou obrigado a subir, o aplicativo permite que eu não suba, foi quando ele me deu o primeiro soco no olho, eu abaixo e quando levanto ele me dá outro soco na boca”, detalha.
José reagiu e tentou se defender, foi quando a segurança do prédio foi acionada. O homem ainda chegou a persegui-lo até a saída do edifício e tentou agredi-lo novamente. Revoltado com a situação, o motorista de aplicativo fez uma transmissão ao vivo relatando o ocorrido e mostrando o rosto machucado na frente do prédio.
Ele convocou outros motoboys para um protesto na frente do condomínio e em instantes dezenas de colegas apareceram e fizeram um buzinaço no local pedindo respeito pela categoria.
Após o ato, José procurou a polícia e denunciou a agressão. Ele contou que é entregador do aplicativo há 3 anos e que há 18 anos trabalha como motoboy e já viu vários casos semelhantes.
Para o trabalhador, agressões, humilhações e situações semelhantes são recorrentes na vida da categoria e precisam cessar. “É menosprezante isso pra gente, é um sentimento de impotência (...) Não é justo que um faça isso e os outros se achem no direito de fazer também. Até quando isso? As autoridades estão esperando acontecer algo mais grave?”, desabafa.







