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Engenheiro preso por perseguir judeus montava e distribuía fotos de crianças com pênis na boca

Engenheiro preso por perseguir judeus montava e distribuía fotos de crianças com pênis na boca
Engenheiro preso por perseguir judeus montava e distribuía fotos de crianças com pênis na boca

Manaus/AM - A polícia comentou, nesta quarta-feira (9), sobre a prisão do engenheiro da computação André Elias Almeida Soares, de 39 anos, detido por invadir uma sinagoga, perseguir judeus e produzir simulações de cenas de abuso sexual envolvendo crianças, em Manaus.

Segundo o delegado Marcelo Martins, o homem morava em um flutuante no Tarumã, onde tinha todo um aparato para criar conteúdo de cunho nazista e criar montagens que mostravam cenas explícitas de sexo com imagens de crianças judaicas.

Delegado Marcelo Martins - Foto: Jander Robson/Portal do Holanda

“Ele coloca uma criança judaica com um pênis na boca, ele fez essa montagem e o objetivo dele é ofender a comunidade judaica com essa imagem perturbadora (...) Ele tem uma formação intelectual de engenharia da computação, então ele é uma pessoa intelectualizada. Fala inglês, é aposentado pela UEA, então não se trata de uma pessoa que tem esquizofrenia, maluco não. Ele é uma pessoa intelectualizada, preparada e por isso ele tem um nível de periculosidade muito acentuado, porque se ele quiser causar um mal maior, ele teria essa capacidade”, diz o delegado.

André já tinha feito outros ataques aos judeus e na última segunda-feira (7), chegou a invadir uma sinagoga.

Foto: Divulgação

“Na última segunda-feira, às 10 horas da manhã, ele invadiu o estacionamento da sinagoga, localizada na Avenida Leonardo Malcher, no centro, e tentou adentrar as dependências internas dessa sinagoga. Como ele não conseguiu entrar, ele pregou na parede a suástica, com outros dizeres e também um documento com vários links, onde constava uma série de documentos, entre os quais vídeos com ameaças a autoridades, ameaças também a pessoas da comunidade judaica e também essas fotos”, diz Marcelo.

O delegado ressalta que os ataques estavam cada vez mais violentos, assim como as táticas usadas por ele para cometer crime de racismo e crime de ódio.

Foto: Divulgação

“O fato de ele ter adentrado, invadindo a sinagoga, indica que ele está fora do limite apenas da verbalização. Ou seja, não é uma pessoa que está apenas na internet ou em vídeos falando alguma coisa, não. Ele partiu para uma ação concreta de querer praticar uma violência”.

A polícia vai continuar investigando o caso para saber se André se comunicava com outros adeptos do nazismo, mas por hora ele vai responder pelos crimes de racismo e armazenamento e divulgação de imagens de sexo explícito envolvendo criança.

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