Manaus/AM - A Operação Gueba 2, deflagrada na manhã de hoje (30), desmantelou um esquema de falsificação de títulos definitivos de terras que envolvia um empresário, familiares dele e funcionários da da Secretaria de Estado das Cidades e Territórios (Sect).
O delegado Guilherme Torres, deu detalhes da operação e de como os acusados atuavam:
“O nosso alvo principal, que era o Erivaldo, deu entrada na Secti de um terreno de 11 mil m², na Avenida das Torres, e foi negado porque a Secti só regulariza terrenos de até 1 mil m 2. A partir daí, ele começou a fracionar o terreno simulando doação a parentes: irmã, filhos e funcionários prestadores de serviço; e dividiu em 11 partes”.
Torres afirma que durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na empresa de Erivaldo, foram recolhidos documentos que comprovam a fraude.
Em depoimento, o homem explica que foi orientado pelos próprios funcionários da Secti a simular a doação dos lotes para viabilizar o processo de regularização. A polícia investiga os envolvidos.
Alguns deles já foram ouvidos e afirmaram que chegaram a receber quantias entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil, mas como forma de agradecimento por parte do empresário.
Questionado sobre a procedência, o valor e demais trâmites quanto a compra do terreno, a princípio o acusado afirmou não saber de quem comprou e nem informou o valor pago.
Posteriormente mudou a versão e disse que o vendedor que detinha as informações sobre o terreno já faleceu. As informações serão apuradas.
Durante o cumprimento dos 11 mandados de busca e apreensão, a polícia apreendeu documentos e também uma quantia de dinheiro em euro na casa de um dos alvos.
A Operação Gueba está em sua segunda fase e teve início com a denúncia de fraudes em vários processos envolvendo títulos definitivos de terra tanto em Manaus como no interior do Amazonas.
As investigações sobre outras situações semelhantes seguem em andamento e devem dar origem a outros desdobramentos.

