Manaus/AM - Francisco Romário Brandão, acusado de matar o bebê de dois anos, João Miguel Cardoso, confessou o crime e deu detalhes à polícia na manhã dessa segunda-feira (7).
De acordo com a delegada Patrícia Leão, plantonista da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), o padrasto contou estava em uma festa na casa do vizinho com a mãe e a criança, quando o menino acabou dormindo.
O padrasto se ofereceu para colocar a criança em um dos quartos da casa e a mulher continuou na festa. Depois de alguns minutos, Romário voltou com a criança nos braços, babando e se debatendo e alegou que ela estaria passando mal.
A mulher correu com João para o hospital, enquanto o padrasto permaneceu no local. Algum tempo depois Francisco chegou a UPA e foi informado que Miguel havia morrido, ele então, inventou que iria pegar roupas para a mulher e deixou a unidade. O homem foi preso horas depois.
Em depoimento, Brandão nega que tinha a intenção de matar o bebê e disse que ao chegar ao quarto, viu que o menino tinha vomitado, chorava muito e só queria acalmá-lo. Como não conseguiu, sentou sobre João e em seguida teria ficado de joelhos sobre ele. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) mostrou que bebê teve o fígado destruído e tinha sangue nos pulmões. O homem vai responder por homicídio qualificado, confira a entrevista na íntegra:
A mulher foi ouvida e liberada em seguida, ela contou a polícia que estava com o homem há apenas dois meses e nunca havia presenciado nenhum tipo de violência contra a criança.

