Manaus/AM- Anderson Jacksi Melo Lima e Erick Gabriel Medeiros da Silva, foram presos no bairro Nova Cidade, na zona norte, nessa quinta-feira (14), suspeitos de se passarem por empresários apara aplicarem golpes da falsa venda de armas em Manaus. As vítimas são atiradores desportivos que procuraram a polícia para denunciar o caso.
O delegado Cícero Túlio, detalha como o grupo articulava o golpes e executava o mesmo modus operandi: "Eles abriram uma empresa de fachada, criaram ali perfis em redes sociais, onde acabavam fazendo a publicidade desse tipo de atuação para fins de ludibriar as pessoas que queriam adquirir armas de fogo (...) Eles acabaram estavam falsificando esses certificados, entregando certificados falsos para esses atiradores esportivos e estes quando iam tentar comprar as suas armas de fogo em lojas credenciadas, acabavam sendo surpreendidos com a informação de que aquele certificado era falso e que aquele código QRcode do certificado remetia para outros atiradores esportivos".
As vítimas costumavam pagar entre R$ 5 mil e R$ 10 mil pela negociação e quando descobriam o golpe, Anderson e Erick acabavam se mudando para outro local em busca de novas vítimas. " A partir do momento que as vítimas iam se multiplicando, eles acabavam fechando essas empresas de fachada e abrindo novos postos, é, onde funcionava clandestinamente esse tipo de situação, aplicando esses golpes e angariando uma quantidade expressiva de valores", destaca Cícero.
Durante os golpes, a dupla apresentava todo o cronograma para as vítimas, assim como o processo que elas deveriam realizar. "Eles cobravam entre R$ 5 a R$ 10 mil para cada pessoa que quisesse adquirir essas armas de fogo a pretexto de tramitar todo o procedimento. Desde a do os formulários que eram preenchidos, desde a expedição também do certificado de registro de arma de fogo e inclusive, fazendo com que essas pessoas acreditassem que iriam passar por testes psicológicos, testes de proficiência e utilização de arma de fogo e todo o trâmite".
O delegado afirma que cinco vítimas já denunciaram os suspeitos, mas acredita que esse número é bem maior e deve subir com a divulgação do caso. Ele enfatiza que essa não é a primeira vez que os acusados aplicam o golpe, Anderson já foi preso no ano passado pelo mesmo crime."O Anderson, que é um dos suspeitos, já havia sido preso no final do ano passado pela prática do mesmo crime e seu companheiro, o Eric, ele também já vinha recebendo parte desses recursos oriundos dessas práticas ilícitas".
A investigação não deve parar por aqui porque a polícia apura se há despachantes envolvidos no esquema criminoso. "A gente tem recebido esse ano algumas denúncias que relatam que alguns outros despachantes que estariam atuando da mesma forma e agora a gente vai aprofundar ainda mais e desdobrar essa investigação para ver se a gente consegue identificar a participação desses outros despachantes que já são alvo de investigações nossas em curso. E para verificar se eles têm relação com essa dupla que foi presa na tarde ontem".



