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Delegado diz que suspeita de atacar irmãs planejou crime e escondeu faca no cabelo

Delegado diz que suspeita de atacar irmãs planejou crime e escondeu faca no cabelo
Delegado diz que suspeita de atacar irmãs planejou crime e escondeu faca no cabelo

Manaus/AM – O delegado Wenceslan Souza de Queiroz, responsável pela investigação do caso envolvendo a dona de um salão de beleza, Islane dos Santos João, 32 anos, suspeita de esfaquear duas vizinhas — Yamiles Coelho Martins e Mila Cristie Coelho Martins — revelou que a mulher escondeu a arma do crime nos cabelos e que o ataque foi premeditado.

No pedido de prisão preventiva, o delegado detalhou como ocorreu a agressão e explicou que a acusada e as vítimas já tinham histórico de desavenças. Cerca de dois meses antes da tentativa de homicídio, elas chegaram a se envolver em briga, sendo necessária intervenção policial para conter os ânimos.

No dia 30 de dezembro, segundo a investigação, Islane teria criado uma nova situação de conflito, já armada e determinada a atacar as irmãs.

“Na data dos fatos, sem qualquer provocação atual que justificasse sua conduta, a autora passou a exigir que Mila Cristie Coelho Martins pedisse desculpas a seu filho, menor de idade, embora inexistisse qualquer fato concreto que desse suporte a tal exigência. Diante da postura agressiva, Yamiles questionou verbalmente a autora, momento em que Islane passou imediatamente à agressão física, empurrando-a. Em ato contínuo, evidenciando dolo intenso e inequívoca intenção homicida, a autora sacou uma faca de cozinha que mantinha ocultada em seus cabelos, demonstrando prévia preparação, e passou a desferir golpes contra Yamiles, atingindo-a na região das costas e ombro”, relatou o delegado.

Não satisfeita, Islane voltou-se contra Mila, desferindo golpes no braço esquerdo que causaram lesão arterial grave e intenso sangramento. A vítima foi levada em estado crítico ao Hospital Platão Araújo, onde passou por cirurgia vascular de emergência. O laudo médico confirma que houve risco imediato de morte e possibilidade de sequelas permanentes.

Com base em imagens de câmeras de segurança e nos relatos de testemunhas, a polícia concluiu que Islane só não consumou o duplo homicídio porque outras pessoas, incluindo o marido de Yamiles, intervieram e conseguiram afastá-la. Após o ataque, a suspeita fugiu em um carro vermelho, sem prestar socorro às vítimas, e permanece foragida.

O delegado reforçou que toda a ação demonstra a clara intenção de matar:

“Diante de todo o contexto fático e técnico, verifica-se que a conduta da autora não se limita ao crime de lesão corporal, mas se amolda, em tese, ao delito de tentativa de homicídio, uma vez que empregou arma branca, direcionou golpes capazes de causar a morte, produziu trauma vascular grave com choque hipovolêmico, e somente não consumou o resultado letal por circunstâncias alheias à sua vontade”, afirmou Wenceslan Souza.

Apesar da defesa da família de Islane alegar que ela teria agido em legítima defesa, a polícia sustenta que houve premeditação. Por isso, foi solicitado à Justiça o mandado de prisão preventiva, que ainda está sob análise.

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