Manaus/AM - Um mototaxista venezuelano, identificado como César Emílio Escobar, de 27 anos, foi preso suspeito de tentar matar um empresário a tiros na avenida Cirilo Neves, no bairro Compensa, zona oeste de Manaus. O crime ocorreu em 5 de agosto deste ano, por volta das 15h, quando a vítima estava em seu estabelecimento comercial.
De acordo com o delegado Fernando Damasceno, titular do 8º Distrito Integrado de Polícia (DIP), o suspeito teria monitorado a rotina do empresário antes de cometer o ataque. Vestido como um motorista de aplicativo de motocicleta, ele teria utilizado essa aparência para não despertar suspeitas.
"As imagens foram cruciais para a identificação desse autor. Ele se trata de um mototaxista e estava com as vestimentas de um motorista de aplicativo de moto. Ele se utilizou desse subterfúgio para praticar esse crime", explicou o delegado.
Segundo as investigações, o suspeito observou a movimentação do empresário, que estava em uma loja na avenida Cirilo Neves. Ao identificar a vítima, fez o retorno com a motocicleta, desceu do veículo e efetuou diversos disparos.
"Ao avistar essa vítima, fez o retorno, desceu e desferiu diversos disparos de arma de fogo contra ela, que não veio a óbito por circunstâncias alheias, mas foi bastante lesionada", relatou Damasceno.
A identificação do investigado ocorreu após a análise de imagens de câmeras de segurança e a coleta de informações. Com os elementos reunidos, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão.
A prisão foi realizada na manhã de quinta-feira (5). Durante as buscas, os policiais encontraram roupas semelhantes às utilizadas no dia do atentado. Conforme o delegado, o próprio investigado reconheceu as vestimentas e confirmou que era a pessoa registrada nas imagens, mas negou participação no crime.

"Ele reconheceu que era ele nas imagens, até porque não tinha como negar, mas informou que não praticou esse crime", afirmou.
Também foram apreendidos aparelhos celulares e outros dispositivos eletrônicos, que serão submetidos à perícia. O objetivo é encontrar informações que possam reforçar as provas reunidas e ajudar a esclarecer as circunstâncias do atentado.
Polícia investiga possível crime encomendado
Para o delegado, há indícios de que o ataque tenha sido planejado e executado a mando de outra pessoa. A Polícia Civil continua as diligências para identificar possíveis envolvidos, principalmente quem teria ordenado o crime.
"Nós acreditamos que se trata de um crime encomendado, que ele foi apenas o executor. Ainda estamos em diligências. As investigações vão continuar para que a gente consiga identificar a participação de outras pessoas nesse crime, inclusive do mandante", declarou Damasceno.
Questionado sobre a motivação, o delegado informou que o empresário disse não possuir antecedentes policiais nem estar recebendo ameaças. Entretanto, relatou uma possível ligação entre o atentado e o fato de ter testemunhado outro crime.
"Ele informou que não tinha passagens policiais, que não estava sendo ameaçado, mas declinou uma motivação que estaria relacionada ao fato de ser testemunha de outro crime. Isso ainda estamos apurando e não podemos revelar no momento, porque são os próximos passos da investigação", explicou.
O suspeito passou por audiência de custódia na quinta-feira (5) e permanece à disposição da Justiça.
Aviso