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Criança comove policias ao pedir brinquedo usado pela mãe para espancá-la; vídeo mostra agressão

Um menino, de 4 anos, vítima de maus-tratos, comoveu policiais civis paranaenses ao pedir um dos brinquedos dele que havia sido aprendido no inquérito: um carrinho que a mãe utilizava para agredi-lo. No último mês de agosto, o caso da criança agredida pela própria mãe, em Apucarana, no norte do Paraná, viralizou nas redes sociais. Nesta semana, a Polícia Civil entregou brinquedos novos ao garoto.

Segundo o UOL, a cena da criança pedindo o carrinho já quebrado, emocionou os policiais civis. A escrivã Inesvânia Joanes, responsável pela oitiva, prometeu um brinquedo novo a criança. “Como (o brinquedo) não poderia ser entregue, porque foi apreendido, todo mundo se sensibilizou. Ele é uma criança que sempre sofreu maus-tratos, está afastado da mãe, então, tudo o que ele conhece na vida afetiva ele não tem mais”, contou.

Após o relato da escrivã na delegacia, o delegado Marcus Felipe da Rocha Rodrigues conta que todos os policiais civis ficaram sensibilizados e se mobilizaram. “O brinquedo ficou apreendido no inquérito policial. Foi aí que a escrivã prometeu um novo brinquedo, já que não poderia dar aquele. Imediatamente todos na delegacia quiseram participar e fizemos um rateio para comprar presentes”, contou Rodrigues.

A entrega dos presentes aconteceu após o menino acompanhar a tia paterna em um dos depoimentos. O garoto está afastado da mãe e sendo cuidado provisoriamente pela tia paterna. A decisão sobre a guarda definitiva da criança será proferida pela Vara da Infância e Juventude.

O caso veio à tona após um vídeo, divulgado no dia 14 de agosto, viralizar na internet. As imagens mostram a mãe, de 26 anos, agredindo a criança em frente ao portão de casa. Na gravação, a mulher aparece gritando e espancando o menino.

O vídeo foi gravado pela avó materna, que estava abrigando a filha e o neto à época. Após a separação da moça do marido, os dois foram morar com a avó  e um tio.

A partir do vídeo, a polícia tomou conhecimento da violência e iniciou as investigações. Segundo a Polícia Civil, professores da vítima, a mãe, a avó e a tia paterna foram ouvidas. O inquérito policial ainda está em andamento e mais duas professoras serão ouvidas.

Conforme a investigação, o menino era vítima de violência desde que nasceu, já que a gravidez não havia sido planejada de acordo com o depoimento da mãe. Os maus-tratos e lesão corporal são relatados pelas testemunhas. Em uma das agressões, a força da violência arrancou uma parte dos cabelos do menino.

 

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