O clima de Carnaval na escola de samba A Grande Família foi interrompido por uma crise institucional neste sábado (17). O Conselho Fiscal da agremiação solicitou o afastamento imediato do presidente Cleildo Barroso, o "Caçula", detido sob acusação de agredir a ex-esposa, a passista Marryeth Figueiredo.
A prisão em flagrante ocorreu na madrugada de sexta-feira (16). Segundo os registros, Barroso, de 34 anos, teria agredido e ameaçado a ex-companheira. Após ser levado à Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), o dirigente pagou fiança e foi liberado no mesmo dia.
Diante da repercussão, a cúpula fiscal da escola — liderada por João Avelino, Alysson Souza e Jucicleide Cardoso — manifestou indignação. Em nota oficial, o grupo defende que a saída de "Caçula" é essencial para preservar a imagem da instituição e evitar prejuízos ao desfile do Carnaval 2026. O conselho busca desvincular o nome da escola dos episódios de violência.
Por outro lado, a defesa do presidente tenta conter o desgaste. Em comunicado, a advogada Débora Tapajós destacou que seu cliente colaborou plenamente com as autoridades. A estratégia da defesa é tratar o episódio como um conflito de natureza particular, argumentando que a permanência ou não no cargo é uma decisão de foro íntimo, sem relação com a gestão administrativa da agremiação.
A decisão final sobre o comando da escola deve ocorrer nos próximos dias, enquanto a comunidade aguarda o desenrolar jurídico do caso de violência doméstica.

