No banco dos réus pela segunda vez, o ex-administrator de lava a jato Adelir da Silva Mota foi condenado a 17 anos de prisão pela morte do o analista financeiro do Banco Nacional de Paris Carlos Alberto de Souza Araújo, em fevereiro de 2003, em Ribeirão Preto (SP).
Segundo o G1 Ribeirão advogado Luiz Carlos Martins Joaquim afirmou que ingressará com um pedido de habeas corpus para que o cliente possa recorrer da pena em liberdade.
Mota já havia sido condenado a 18 anos de prisão pelo mesmo crime, em novembro de 2014. Entretanto, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) anulou a sentença, alegando que o réu não poderia responder pelo crime de ocultação de cadáver, já que a vítima foi enterrada viva.
Na noite desta quinta-feira (28), o novo júri entendeu que Mota deveria ser responsabilizado por homicídio triplamente qualificado: hediondo, por motivo torpe, meio cruel e com uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
De acordo com o Ministério Público, o analista financeiro morreu após ser espancado e enterrado vivo por Mota e pelo empresário Alexandre Titoto, que foi condenado a 25 anos de prisão, mas está em liberdade graças a um habeas corpus concedido pelo TJ-SP.
O motivo do crime, ainda de acordo com o MP, foi uma dívida de R$ 405 mil – valor atualizado em R$ 620 mil – que a vítima cobrava de Titoto. O empresário pediu a ajuda de Mota para matar a vítima dentro do escritório em Ribeirão, em fevereiro de 2003.

