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Casal gay é mandado a júri por sumiço de menino de 4 anos

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Casal gay é mandado a júri por sumiço de menino de 4 anos
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Usando o caso Eliza Samúdio como exemplo, a Justiça de São Paulo decidiu mandar a júri um casal gay por causa do sumiço de um menino de 4 anos em 2013. O julgamento está pauta desta segunda-feira (16) do Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste da capital. A previsão é de que comece às 9h30.

Segundo o G1 São Paulo, como ocorreu com a ex-amante do goleiro Bruno Fernandes de Souza em Minas Gerais em 2010, o corpo do menino Luiz Guilherme Silva de Campos também nunca foi encontrado em São Paulo. Isso, no entanto, não impediu que as investigações dos dois casos concluíssem que essas vítimas desaparecidas, Eliza e Luiz, foram torturadas, assassinadas e tiveram os cadáveres ocultados.

O emblemático caso de Eliza Samúdio serviu de argumento para a Justiça paulista levar a julgamento o enfermeiro José Amaro Jesus e o namorado dele, o universitário Lucas Andrade Cerqueira. Eles são acusados de torturar, matar e ocultar o corpo de Luis Guilherme em 15 de outubro de 2013.

A mãe da criança havia dado o filho para José Amaro, padrinho dele, cuidar porque a mulher não tinha condições financeiras. Segundo o Ministério Público (MP), o menino tinha obrigações domésticas, como limpar a casa do enfermeiro, em Perus, Zona Norte de São Paulo. Se não cumprisse as tarefas, apanhava.

O casal nega as acusações. Alega que o padrinho tinha dado Luiz Guilherme ao pai biológico do garoto para comemorarem o Dia das Crianças. O homem, no entanto, informou que não recebeu o filho. Provas técnicas da polícia demonstraram que não houve contato telefônico entre os réus e o pai do menino.

José Amaro, que é considerado foragido da Justiça, deverá ser julgado à revelia. Ele é acusado de tortura, homicídio doloso e ocultação de cadáver. Quem tiver informações sobre o paradeiro do enfermeiro pode telefonar para o número 181 do Disque-Denúncia. Não é preciso se identificar.

Já Lucas responde em liberdade por tortura porque teria se omitido de defender a criança das agressões.

O júri popular está programado para o plenário 3 do Fórum da Barra Funda. Ele já deveria ter ocorrido em 25 de abril, mas foi adiado porque uma testemunha faltou.

 

 

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