Manaus/AM - O que era uma investigação de maus-tratos se transformou em uma tragédia com a confirmação da morte de uma cadela de rua, vítima de zoofilia na capital amazonense. O suspeito, Mauro C., foi preso nesta sexta-feira (2) no 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), após confessar ter abusado sexualmente do animal.
O falecimento da cadela, que vivia nas ruas e era cuidada por moradores locais, tornou-se o ponto central da revolta da comunidade e das autoridades. De acordo com relatos de vizinhos e informações da Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet), o animal apresentou graves complicações de saúde após os abusos, vindo a óbito pouco tempo depois.
A secretária de Proteção Animal, Joana Darc, lamentou o desfecho do caso e reforçou que a morte do animal é uma evidência da brutalidade do crime.
"Infelizmente, a cadela foi a óbito em decorrência de complicações de saúde, possivelmente causadas pelos abusos cometidos por esse criminoso. Vamos acompanhar esse caso para manter a prisão desse homem, pois ele representa um perigo real", afirmou a secretária.
Durante o interrogatório, o homem admitiu a prática e revelou detalhes perturbadores: ele chegou a gravar o abuso em vídeo. O suspeito alegou ser usuário de drogas e afirmou que estava sob efeito de substâncias ilícitas no momento do crime.
A prisão foi resultado de uma operação conjunta entre a equipe técnica da Sepet e a Companhia Independente de Policiamento com Cães (CipCaes), que agiram após denúncias anônimas detalhando a violência ocorrida dentro de uma residência.
O caso de Mauro deve ser um dos primeiros de grande repercussão sob a Lei estadual nº 7.644, sancionada em julho de 2025, que endureceu as punições para zoofilia no Amazonas. Além da esfera criminal, o infrator está sujeito a:
Multa administrativa: R$ 5 mil (podendo dobrar em caso de reincidência).
Perda de guarda: Proibição de manter a guarda de qualquer outro animal.
Acolhimento: Destinação imediata de outros animais que estivessem sob seu domínio para tratamento e adoção.
A Sepet reforça que a colaboração da população por meio de denúncias é essencial, garantindo o sigilo absoluto do denunciante. O órgão continuará monitorando o processo judicial para garantir que a morte do animal não fique impune.


