SACRAMENTO — As autoridades de Sacramento, capital da Califórnia, informaram que prenderam Jospeh James DeAngelo, de 72 anos. Ele é tido como o homem que, supostamente, foi responsável por assassinatos e estupros entre 1976 e 1986 em vários condados do estado.
Testes de DNA permitiram às autoridades identificar DeAngelo como o "Golden State killer" (assassino do Estado Dourado, como a Califórnia é chamada), que iniciou seus ataques em 1976 no subúrbio de Sacramento. Segundo o FBI, ele entrava nas casas durante a noite e amarrava as mulheres, estuprando muitas delas. A faixa etária de suas vítimas era entre 13 a 41 anos.
O FBI, que oferecia há dois anos uma recompensa de US$ 50 mil dólares por informações que levassem a DeAngelo, confirmou que entre 1976 e 1986 o homem cometeu 12 homicídios, 45 estupros e 120 roubos a residências. Segundo investigações das autoridades, depois de estuprar e assassinar suas vítimas, o criminoso roubava dinheiro, joias e documentos.
— A magnitude deste caso exigia que ele fosse resolvido — disse Anne Marie Schubert, procuradora de Sacramento, em uma entrevista coletiva.
No encontro com a imprensa local, as autoridades mostraram a fotografia do acusado: rosto enrugado e com cabelos grisalhos.
— Podemos dizer que nos últimos dois dias, quando várias pistas apontavam para este individuo, começamos a vigiá-lo. Pudemos conseguir alguns testes de DNA e conseguimos confirmar o que todos já sabíamos, que tínhamos (encontrado) o homem — afirmou Scott Jones, xerife de Sacramento.
Segundo Jones, DeAngelo foi policial entre 1973 e 1979, e passou os últimos três anos da ativa em Auburn, perto de Sacramento, de onde foi demitido por furto.
— É muito possível que ele estivesse cometendo esses crimes durante o tempo em que ele era policial — acrescentou o xerife.
A procuradora Schubert disse que, com a chegada de mais testes de DNA, outras denúncias poderão se somar às atuais.
Crimes inspiraram livro
Os crimes cometidos por DeAngelo inspiraram o livro de Michelle McNamara, "I'll Be Gone in the Dark" (em tradução livre para o português, "Desaparecerei na escuridão"), que foi publicado neste ano nos EUA, despertando um novo interesse sobre esse caso.
O ator e comediante Patton Oswalt, marido de McNamara, que morreu há dois anos, celebrou a notícia em sua página do Twitter. "Acho que você o pegou, Michelle".
O xerife Jones disse que o livro fez que novas pistas chegassem às autoridades.

