Manaus/AM – A polícia deu detalhes, na manhã desta quinta-feira (31), sobre as prisões e o modus operandi de Renan Marques da Cruz, 20, e de um menor de 17 anos, que agiam cometendo assaltos próximo a um cemitério no bairro Tarumã, na Zona Oeste.
O delegado Aldeney Góes conta que a dupla pertence a um grupo criminoso de aproximadamente cinco pessoas que se revezavam nos crimes.
Renan, o menor e os comparsas teriam inclusive um esconderijo dentro de uma área de mata, onde costumavam deixar os objetos roubados para buscar posteriormente sem levantar suspeitas.
“Eles agem rápido e ontem descobrimos que havia uma área de matagal onde eles levavam os objetos e a arma de fogo, deixavam escondidos e saíam como se nada tivesse acontecido. Depois eles chamavam um motorista por aplicativo e iam para casa. Isso para que, caso eles fossem abordados pela polícia, ninguém encontrasse esses objetos das vítimas e a arma”, explica o delegado.
Mais de sete pessoas já apresentaram denúncias contra eles e novas vítimas ainda devem aparecer, uma vez que os assaltos na área eram constantes.
Após investigações, a polícia conseguiu identificar e localizar dois membros do bando, um no Novo Israel e outro em casa que fica bem próximo ao 19° DIP, no bairro Santo Agostinho. Na casa de um deles os agentes conseguiram recuperar telefones, relógios, óculos, e vários outros itens roubados.
O suspeito contou à polícia que o grupo costumava dividir os itens roubados e parte deles era vendido em outro ponto de Manaus. A polícia também já conseguiu identificar outros dois participantes da organização criminosa e trabalha para efetuar as prisões.
Aldeney conta que um dos alvos da polícia acabou de fazer 18 anos e pode ser preso a qualquer momento. Além dos assaltos a pedestres, os acusados também devem ser investigados pela possível autoria de assaltos a ônibus nas redondezas. “É uma investigação que está iniciando, as vítimas denunciaram o caso agora em março e as providências estão sendo tomadas”, ressalta Góes.

