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Após morte de policial, MPAM pede prisão de grávida detida com quase uma tonelada de drogas

Após morte de policial, MPAM pede prisão de grávida detida com quase uma tonelada de drogas

Manaus/AM- O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) ingressou com uma ação cautelar com pedido de liminar junto ao Tribunal de Justiça (TJAM) para cassar a prisão domiciliar concedida a uma das investigadas pela apreensão de quase uma tonelada de entorpecentes na capital.

A operação, deflagrada na última sexta-feira (24), culminou na morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena durante uma abordagem a uma entrega de drogas nos bairros Alvorada e Ponta Negra.

A decisão contestada ocorreu na audiência de custódia realizada neste sábado (25). Embora a Justiça tenha homologado o flagrante e convertido a prisão dos três detidos em preventiva, foi concedida a prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica para a mulher por ela estar grávida.

Periculosidade e apreensão de armas e munição

No recurso, a Promotoria sustenta que a ré não se enquadra nos critérios para o benefício e que a gravidade concreta do caso exige a manutenção da prisão em regime fechado para a garantia da ordem pública. Segundo o MPAM, a investigada demonstra "profunda inserção em organização criminosa de alta periculosidade".

Durante a ação policial, as equipes apreenderam:

* 862,6 kg de maconha (distribuídos em 829 tabletes);

* 11,2 kg de cocaína (10 tabletes);

* Acessórios e logística: máquina de contar cédulas, seladora a vácuo, colete balístico e munições de calibre restrito.

Risco à ordem pública

O órgão ministerial enfatizou na petição que a ré "não é uma traficante eventual ou de varejo" e que o monitoramento eletrônico e as medidas cautelares impostas são insuficientes para conter a atuação do grupo criminoso.

O MPAM solicita a atribuição de efeito suspensivo imediato ao recurso para que seja expedido o mandado de prisão preventiva e a investigada retorne ao sistema prisional.

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