Início Policial 15.227 servidores públicos do Amazonas estão na mira do MPF
Policial

15.227 servidores públicos do Amazonas estão na mira do MPF

Auxílio Emergencial

Envie
15.227 servidores públicos do Amazonas estão na mira do MPF
15.227 servidores públicos do Amazonas estão na mira do MPF
Envie

Manaus - Foi identificado pelo governo o pagamento do auxílio emergencial a 680 mil servidores públicos. São repasses ilegais que, somados, chegam a R$ 1 bilhão e serão investigados pelo MPF (Ministério Público Federal). As irregularidades foram encontradas por uma auditoria da CGU (Controladoria-Geral da União).

No Amazonas foram detectados 15.227 servidores, gerando um prejuízo de R$ 24,7 milhões.

INVESTIGAÇÃO DO MPF

No mês passado, o TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu enviar ao MPF uma lista com os beneficiários que supostamente cometeram fraudes para receber indevidamente o auxílio.

Diante das graves irregularidades, o ministro relator do processo, Bruno Dantas, decidiu enviar os "casos mais escandalosos" aos investigadores para que os beneficiários sejam processados criminalmente.

Há, por exemplo, aposentados da Justiça Federal e do Banco Central na lista do socorro do governo com aposentadorias de R$ 25 mil e R$ 50 mil por mês.

Número de servidores federais que receberam o auxílio irregularmente

- Civis: 14.182 (R$ 16,8 milhões)

- Militares ativos e inativos ou pensionistas: 52.001 (R$ 39,4 milhões)

- Funcionário de empresas estatais: 950 (R$ 1,5 milhão)

Número de servidores estaduais e municipais que receberam o auxílio irregularmente

- Acre: 1.962 servidores (R$ 2,8 milhões)

- Alagoas: 35.706 servidores (R$ 65 milhões)

- Amazonas:15.227 servidores (R$ 24,7 milhões)

- Amapá: 2.488 servidores (R$ 2,6 milhões)

- Bahia: 82.977 servidores (R$ 136,7 milhões)

- Ceará: 38.785 servidores (R$ 49,4 milhões)

- Distrito Federal: 1.590 servidores (R$ 2,5 milhões)

- Espírito Santos: 7.109 servidores (R$ 11,3 milhões)

- Goiás: 25.527 servidores (R$ 33,4 milhões)

- Maranhão: 102.985 servidores (R$ 168,8 milhões)

- Minas Gerais: 60.838 servidores (R$ 93,4 milhões)

- Mato Grosso do Sul: 6.383 servidores (R$ 8,9 milhões)

- Mato Grosso: 4.007 servidores (R$ 7,2 milhões)

- Pará: 10.538 servidores (R$ 17,5 milhões)

- Paraíba: 36.218 servidores (R$ 47,7 milhões)

- Pernambuco: 21.355 servidores (R$ 31,3 milhões)

- Piauí: 6.996 servidores (R$ 10,2 milhões)

- Paraná: 19.463 servidores (R$ 25,8 milhões)

- Rio de Janeiro: 40.998 servidores (R$ 64,1 milhões)

- Rio Grande do Norte: 20.277 servidores (R$ 25,9 milhões)

- Rondônia: 3.748 servidores (R$ 4,8 milhões)

- Roraima: 2.148 servidores (R$ 3,2 milhões)

- Rio Grande do Sul: 4.365 servidores (R$ 5,2 milhões)

- Santa Catarina: 5.180 servidores (R$ 7,2 milhões)

- Sergipe: 12.520 servidores (R$ 16,6 milhões)

- São Paulo: 35.826 servidores (R$ 44,4 milhões)

- Tocantins: 8.227 servidores (R$ 12,5 milhões)

Cada caso no Amazonas está sendo investigado. Vale ressaltar que os envolvidos podem devolver os valores indevidos se quiserem, o que diminuiria as consequências administrativas e penais. Basta encaminhar e-mail para o endereço eletrônico devolucaoauxilioemergencial.cidadania.gov.br. Nos casos de suspeita de uso de CPF e dados pessoais ilegalmente para a obtenção do auxílio emergencial, o servidor deve formular denúncia por meio do Fala.BR (https://sistema.ouvidorias.gov.br/).

As informações são da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) 

Siga-nos no

Google News