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Previsão de estiagem severa com super El Niño não gera pautas locais no Portal do Holanda

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Por Ana Celia Ossame
05/06/2026 16h07 — em Ombudsman

Três anos após a maior seca dos rios amazônicos dos últimos 120 anos, o alerta sobre as chances de ocorrer este ano novamente um super El Niño (fenômeno que provoca aquecimento das águas do Oceano Pacífico) trazendo uma infinidade de alterações no clima de todo o País, sendo seca e calor extremos para a região Norte, parece estar passando como notícia comum noPortal do Holanda.

Desde o mês de abril, vários textos de institutos de pesquisa vêm sendo publicados sobre o tema, fato importante por trazer esse tema para a pauta. No entanto, nenhum texto apresentou ainda questionamentos ao poder público estadual e municipais sobre a preparação para o enfrentamento desse que é um fenômeno natural:https://www.portaldoholanda.com.br/mundo/el-nino-deve-retornar-em-maio-com-impacto-nos-padroes-climaticos-diz-agencia-meteorologica-da-onu;https://www.portaldoholanda.com.br/economia/mes-de-junho-tera-bandeira-tarifaria-amarela-mesmo-patamar-de-maio-define-aneel.

Alguns estados e capitais do país já anunciaram medidas a serem alinhadas para o enfrentamento desse fenômeno que é democrático: afeta a todos os estados brasileiros, seja com seca ou chuva em excesso.

E já está na hora de se tornar uma pauta importante para oPortal do Holanda, buscando ver o que está sendo programado para o Amazonas, já que a antecipação das ações é fundamental para o sucesso delas.

O governo divulga estar atendendo, nesse momento, as vítimas da enchente. Mas os rios devem começar a secar a partir de meados deste mês de junho. Ao todo, 18 municípios estão em estado de emergência, 23 em alerta e 21 em atenção por conta da cheia.

Mas dependendo do ritmo do fenômeno, a seca pode se antecipar. Em 20 de abril passado, a Defesa Civil do Amazonas emitiu um alerta sobre os riscos de uma seca extrema neste 2026, citando prejuízos à navegabilidade, a produção agrícola e sua comercialização e também dificuldade de abastecimento de água e energia.

Então, não é cedo perguntar: Quando a seca vier, de que formas o Estado vai atuar junto às prefeituras para enfrentar o período de estiagem, que vem acompanhado de incêndios florestais? Quais as medidas podem ser tomadas antes que as comunidades comecem a ficar isoladas e haja desabastecimento de itens básicos e medicamentos?

Governo do Estado e as prefeituras municipais vivem esses cenários todos os anos, sendo que neste a ciência já anuncia o risco do extremo, o que é uma vantagem para planejar a prevenção. Falta só perguntar do Estado e das prefeituras como agirão, já que têm experiência de anos anteriores.

É verdade que o fenômeno ainda não se estabeleceu, como explicam os cientistas, mas os sinais indicando o aumento rápido da temperatura já foram constatados e as estimativas é de que possa chegar a 2,5 graus acima da média durante o ano.

No Brasil, todas as regiões serão atingidas, diferentemente. Enquanto no Sul há excesso de chuvas, no Norte, veremos comunidades isoladas pela seca e sofrendo todas as consequências disso em todos os municípios e as calhas de rios.

Para lembrar a toada “Lamento da Raça”, de Emerson Maia, do Boi Garantido, que em 1996 cantava o cenário mais triste de dor, “lá se vai onça pintada fugindo dessa queimada e não vai mais voltar...”, se não houver medidas preventivas importantes, o cenário de dor vai ser repetido. O rio vai secar, a mata vai queimar, o isolamento vai sufocar e precisa-se saber o que será feito para proteger as pessoas, os animais e as plantas existentes nessas áreas.

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Ana Celia Ossame é amazonense de Manaus, Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Educação na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) (2015) e graduada em Comunicação Social - Jornalismo pela Ufam (1985). Tem Especialização em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 1997 e experiência na área de Comunicação, com ênfase em Jornalismo e Editoração e Assessoria de Imprensa. Trabalhou nos jornais amazonenses A Notícia, Jornal do Comércio e A Crítica, onde elaborou matérias sobre Educação, Saúde, Meio Ambiente e do Cotidiano. Durante mais de uma década, foi responsável pela edição e produção de uma página dedicada à Educação no Jornal A Crítica. Foi Assessora de Imprensa do Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (CRM-AM), Câmara Municipal de Manaus, Agência de Comunicação do Governo do Estado, Secretaria Estadual de Assistência Social (SEAS), Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SEMASDH), Secretaria Municipal de Juventude, Esporte e Lazer (Semjel) e da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM). É detentora de prêmios jornalísticos como 6º. Prêmio Embratel de Jornalismo (2004), Grande Prêmio Ayrton Senna (2000), Governo do Estado do Amazonas (1997) e Sociedade Brasileira de Cardiologia. Em 1997, foi premiada como Jornalista Amiga da Criança (JAC) pela Agência de Notícias pelos Direitos da Infância (ANDI), vinculada à Unesco. É autora do Livro de Poesia “Imaginei Assim”, publicado em 1986, dos livros Infantis “O Planeta Azul” (2014) e Os Sapatos da Formiga (2024), publicados pela Editora Valer, este último contemplado pelo Prêmio Frauta de Barro. E-mail: [email protected].

Os artigos, fotos, vídeos, tabelas e outros materiais publicados nesta coluna não refletem necessariamente o pensamento do Portal do Holanda, sendo de total responsabilidade do(s) autor(es) as informações, juízos de valor e conceitos divulgados.

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