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Vereadores querem indenização para familias de 13 afogados na Ponta Negra

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O vereador Waldemir José (PT) disse nesta segunda-feira (26) que vai encaminhar representação ao Ministério Público Estadual (MPE) pedindo que a prefeitura seja responsabilizada pelas mortes por afogamento na Ponta Negra e que possa ser analisada a possibilidade do Município indenizar as famílias das vítimas, no período após as obras de aterro. “Pedir desculpas e indenizar as famílias é o mínimo que a prefeitura pode fazer”, destaca Waldemir.

Uma das primeiras a denunciar na Casa os riscos para os banhistas e a falta de ação de prevenção da prefeitura na área de praia do Complexo Turístico da Ponta Negra foi Cida Gurgel (PRP), que concordou com o colega sobre a responsabilização do Executivo pelas mortes a indenização dos familiares na sessão desta segunda-feira. Em setembro, ela chegou a receber ameaças por denunciar a inércia do prefeito diante do grande número de afogamentos. “São 13 mortes em menos de seis meses. Isso é um número absurdamente assustador. Essas mortes não podem ficar por isso mesmo, sem que alguém seja responsabilizado. E as famílias das vitimas, como ficam?”, questionou a republicana.

Após as obras e a reabertura da praia para a população, foram registradas 13 mortes por afogamento. A prefeitura, por intermédio do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), alegava que a praia era segura e que as mortes estavam relacionadas ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Waldemir considera a justificativa simplista. “Sempre duvidamos dessa alegação do Implurb, e suspeitávamos que a obra de aterro tivesse sido mal executada, o que, infelizmente, acabou sendo confirmado por laudo técnico”, alega o petista.

 “O funcionário que assinou o laudo dizendo que a praia era segura deveria ser exonerado do cargo que ocupa no município”, acrescentou o vereador. O laudo preparado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) foi solicitado por Waldemir por intermédio da CMM. O documento aponta falhas no aterro que criou a praia artificial e sugeriu que essa parte da praia fosse fechada para os banhistas, ao menos nos período de seca do rio. Sugere, ainda, que a prefeitura prepare a praia natural que fica ao lado do aterro e libere o balneário para utilização dos banhistas.
 

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