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Tudo vai mal em Maués, diz Michilles

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Herdeiro de uma linhagem politica de forte tradição no  Amazonas, o deputado Humberto Michilles é um dos representantes  mais atuantes do município de Maués. Nesta rápida entrevista,   Michilles faz uma avaliação sobre o contexto político  e econômico atual de sua terra natal e tece duras críticas aos últimos governantes do muncipio, que na sua avaliação levaram Maúes a beira do caos social e administrativo.
 


 - Humberto Michilles, qual é a avaliação que o senhor faz da realidade do municipio de Maúes nos dias de hoje?


Humberto Michilles – O municipio de Maúes vem sofrendo nas maõs de gestões que  se notabilizaram pela total falta de competência em administrar o municipio, e sobretudo pela falta de uma politica de curto, médio e logo prazo de geração de emprego e renda.  Maúes, que já produziu mais de mil e duzentas toneladas de guaraná,hoje produz   duzentas toneladas. Na pecuária também houve uma drástica redução.  Isso é fruto da falta de politicas públicas, de ação da prefeitura, da falta de conclusão da obras, do atraso com os fornecedores, enfim, de tudo que traz sofrimento a população.  Para se ter uma idéia, a forma como foi e está sendo tratada a educação em Maúes chega as raias do crime. Causa indignação ver o o estado das escolas, o salário dos professores. É um absurdo servir como principal produto  da merenda escolar  rapadura!

Rapadura?

HM - Sim rapadura. Não tenho nada contra a rapadura, mas dai servi-la com principal alimento é um absurdo! Por isso o promotor de combate ao crime organizado quando esteve no municipio questionou o volume de rapadura servida na merenda escolar.

Algo mais lhe chama atenção ?

HM- As obras inconclusas. Como é possivel o porto de Maúes estar inacabado depois de sete anos de obras e de um investimento de quase  R$8 milhões? Os recursos nunca faltaram, sempre estiveram a disposição da prefeitura até porque é uma obra do Plano de Aceleração do Crescimento – PAC. Desde a gestão do ex-prefeito Sidney Leite, hoje no rol dos `fichas sujas`,  já se sabe que houve  pagamentos indevidos. O DENIT detectou mais de R$2 milhões em pagamentos irregulares e rompeu o convênio. Recentemente foi liberado mais R$500 mil e o porto não é entregue. É uma grande obra que deixou de ser concluida por irregularidades. Para usar o termo certo foi por desonestidade mesmo.

Conhecida por suas belas praias, Maúes se configura como um polo turístico no Estado. Há investimentos para o fortalecer o municipio ?


HM -  Não há investimento ou melhor, há por parte do governo federal, que liberou recursos, mas eles não são aplicados. O portal da transparência informa que já liberou a verba em sua totalidade, mas, as obras de recuperação da frente da cidade estão inconclusas. A avenida Antartica, que é a parte mais bonita da cidade está caindo aos pedaços, desabando  sem que nenhuma providência seja tomada! É mais um crime que se comete com o município. As obras inacabadas estão lá poluindo as praias que são o principal atrativo turístico de Maúes.

Ao que parece a crise está generalizada. Ainda existem mais irregularidades?


HM - Sim e muitas! Outro exemplo é a `Fábrica de Redes`.  O ex-prefeito Sidney Leite pegou os recuros para investimento e comprou equipamentos obsoletos. Ele propagandeou que seria um investimento para gerar emprego e renda, mas o projeto não saiu do papel. Ele foi condenado pelo Tribunal de Contas, recorreu mas  não ganhou. Não é a toa que ele está incluso no rol dos `fichas sujas`.

O senhor defnde um choque na administração da cidade, é isso?


HM - Mais que isso, é preciso um choque de ética. Como você explica o sumiço de R$5 milhões destinados a construção da rede de esgostos da cidade? É um fato grave. O Governo Federal repassou a verba e a cidade de Maúes não tem esgoto! Depois foram repassados mais R$2 milhões para o Aterro Sanitário que tambbém não foram aplicados.

Como a população está reagindo a isso?


HM – A população, vendo esse descaso, começou um movimento para conclamar o então pároco de Maúes, Padre Carlos, para que ele aceitasse ser candidato a prefeito.

O senhor conhece a história de vida do padre Carlos?


HM – Ele nasceu na Vila Liberdade no rio Apuquitáua e veio ainda jovem para Maúes. Foi ajudante de pedreiro, trabalhou em açougue, vendeu em balcões de lojas, foi vendedor de livros mas, sua vocação era mesmo ser padre.

Ele tem experência administrativa?

HM – É um homem praparado e o povo confia nele. Foi por sua iniciativa que a grande obra de construção da Catedral de Maúes saiu do papel. Ele geriu a obra com recursos doados pela população e pelo governo do Estado. Ele demonstrou liderança, passou confiança e competencia.

E como o senhor se inseriu na luta para eleger o padre Carlos?

HM – Em um encontro eu lhe perguntei “Padreo senhor não que ser candidato a prefeito?”. Ele me disse “Sou feliz servindo na minha paróquia”. Ai lhe respondi “Mas ser um bom político é uma forma de servir. Acho que Maúes está precisando de uma pessoa que tenha valores morais e éticos”. Depois citei uma frase de Thiago de Mello que diz “Eu não tenho caminho novo, o que tenho de novo é o jeito de caminhar”. Acredito que ele entendeu a idéia.

É mais um nome que o senhor apoia na vida politica de Maúes mas, é fato que alguns dos criticados nesta entrevista já tiveram seu apoio não?

HM – Sim é verdade. Apoiei decisivamente o atual prefeito e ex-prefeitos.  Mas, voce conhece um homem quando ele chega ao poder. Hoje me vejo decepcionado com o desempenho administrativo dessas pessoas e por isso optei por apoiar o padre Carlos. Como soldado mesmo, como mais um na luta para elegê-lo. É meu compromisso como cidadão de um municipio que por inúmeras vezes confiou credenciais para eu representar uma parcela expressiva desse povo.  Nao só eu como meu avô, meu pai, minha mãe. Apoiei pessoas que colocaram seus interesses pessoais acima da população e que não merecem mais o meu apoio. Quando dizem “Mas você ajudou a colocá-los lá”. Eu respondo “Na verdade também sou vítima porque a única coisa que pedi foi para quem fizessem um bom trabalho por Maúes. Como não fizeram, não merecem mais o meu apoio”.

E agora, o que o senhor espera da gestão do padre Carlos, caso ele seja eleito?

HM - Honestidade, competência e acima de tudo muito amor por Maúes. Que ele nos devolva novamente o brilho de dizer “Sou de Maúes com muito orgulho!”.
 

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