Stone decide julgar caso de fraude em concurso que pode provocar demissão de 32 juízes

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12/11/2012 8h24 — em Amazonas

Os 32 magistrados do Amazonas que estão sendo acusados de participarem de um concurso supostamente fraudulento, realizado em 1997, poderão perder o cargo caso o juiz   Ronnie Frank Torres Stone, da 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual, decida que procede a ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual, que pede a anuação do certame. Em decisão datada de setembro, o juiz diz que está convencido e de  que “há nos autos provas documentais para firmar o convencimento deste Juízo".

 


Denúncia

O advogado Abdalla Sahdo, um dos autores da denúncia de irregularidades, conversou com um conselheiro do Conselho Nacional de Justiça, que esteve em Manaus recentemente. Foi como o processo parado há anos começou a "andar".

A época do certame, em 1997, a candidata Gisela Mala Ribeiro foi flagrada com cola.

As investigações apontam que oadvogado Abadalla Sahdo  recebeu  anonimamente em sua residência cópias das provas que já haviam sido realizadas e das que ainda iam se realizar, todas já respondidas, fato que motivou a Procuradoria Geral de Justiça do Estado do Amazonas a oficiar à Comissão do concurso para que fossem tomadas "as urgentes e cabíveis providências", o que não feito.

MP anulação

Em parecer assinado pelas promotoras de Justiça  Guiomar Felícia dos Santos Castro e Nilda Silva de Souza, em 9 de março de 1998, elas pedem a condenação dos réus e a anulação de todas as fases do concurso.

Em recomendação ao desembargador Alcemir Figliuolo, a época presidente da comissão do concurso apontado como "um jogo de cartas marcadas",  os  procuradores da república Sérgio Lauria Ferreira, Sérgio Monteiro e Sérgio Silva Barbosa, dia 23 de dezembro de 1997 pediram a anulação do concurso. sem e a contratação de uma instituikçao sem vinculo com judiciario, para realizar novas provas, mas não foram atendidos.
 

 

 

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