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Putin vence eleição na Rússia sob acusações de fraude

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AE - Agência Estado

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, se mantém no poder ao vencer a eleição presidencial realizada neste domingo. O resultado manda Putin de volta ao Kremlin para um terceiro mandato, desta vez por seis anos. Com cerca de 80% dos votos contabilizados, a esperada vitória de Putin já se concretizava: ele recebia 64,7% dos votos, enquanto Gennady Zyuganov (Partido Comunista) tinha 17,1%, o candidato independente e bilionário Mikhail Prokhorov registrava 7,0% e o candidato do partido Liberal Democrata Vladimir Zhirinovsky, ficava com 6,4%.

Falando a uma multidão, junto ao atual presidente Dmitri Medvedev - protegido de Putin que ocupou o cargo nos últimos quatro anos -, Putin se manifestou de forma tipicamente nacionalista, dizendo que a vitória foi necessária para defender a independência da Rússia e evitar uma tomada ilegal do poder. "Provamos, realmente, que ninguém pode nos forçar nada", afirmou. "Provamos que nosso povo é bem capaz de diferenciar entre o desejo de renovação e provocações políticas que têm apenas um objetivo: destruir a soberania da Rússia e usurpar o poder."

Diferentemente de seus concorrentes, que protestaram contra a forma como as eleições foram conduzidas, Putin declarou: "Vencemos em uma disputa aberta e honesta." O resultado final deve ser conhecido amanhã.

Cerca de 65% dos eleitores votaram. Mas há milhares de acusações de violação feitas por observadores e opositores de Putin, o que deve abalar a legitimidade de sua vitória e alimentar novos protestos.

A oposição já se organiza para promover uma ampla manifestação nesta segunda-feira, no centro de Moscou. Golos, o principal organismo independente de observação das eleições, afirmou que recebeu diversos relatos de "carrosséis de votação", com ônibus carregados de eleitores sendo levados a votar inúmeras vezes. Alexei Navalny, um dos líderes mais carismáticos da oposição, disse que observadores treinados pela organização também constataram o amplo uso de carrosséis de eleitores.

As evidências de fraudes na eleição parlamentar de dezembro desencadeou centenas de protestos contra Putin, que presidiu o país de 2000 até 2008. Posteriormente, em razão de limitações de mandato, ele assumiu como primeiro-ministro. As demonstrações foram as mais amplas desde o fim da era soviética e os manifestantes mostraram-se exasperados com os casos frequentes de corrupção, com o crescente desequilíbrio social e com os controles rígidos da vida política durante o governo Putin.

"Não reconhecemos as eleições, as consideramos ilegítimas, desonestas e não transparentes", afirmou o candidato do Partido Comunista, Gennady Zyuganov. "Uma eleição honesta exige diálogo honesto com a oposição, o que não ocorreu. Exige que a enorme máquina do Estado trabalhe estritamente dentro da lei para permitir iguais condições para todos os candidatos. Mas em essência, Putin se sobrepôs a todos os outros candidatos em dez vezes mais."

O independente Mikhail Prokhorov afirmou que "se as pessoas pensam que as eleições terminaram em 4 de março, estão muito enganadas; tudo está apenas começando". E acrescentou: "Registramos mais de 3 mil violações, com a situação particularmente ruim em São Petersburgo e na região de Moscou. Mais de 50 dos meus observadores não foram admitidos." As informações são da Associated Press e da Dow Jones.


 

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