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Manaus

Morte de Kamila elucidada e criminosos presos

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Por meio do trabalho conjunto entre peritos do Instituto de Criminalística (IC), e investigadores da Polícia Civil, o caso de homicídio que vitimou Kamila Ramos da Silva, 20, ocorrido no ultimo dia 7 de julho, foi solucionado e levou à prisão dos acusados, Nagila da Silva Figueiredo, e Pablo Alexandre Beltrão Pires, ambos com 20 anos.


De acordo com as investigações, a vítima teve um relacionamento com Pablo, quando ele estava separado de Nagila, que não aceitou. Fingindo ser amiga de Kamila, Nágila a convidou para uma casa de shows na Avenida Tarumã, Zona Oeste de Manaus e na saída, a levou para o ramal da Marina Tauá, também no Tarumã, onde tudo já estava preparado para o crime.

O corpo foi encontrado com seis tiros no tórax e braços. A vítima estava com as roupas puxadas para baixo, simulando um estupro. Na estrada, próximo ao local onde o corpo foi encontrado, havia, segundo a polícia, marcas de pneus no barro.

Por meio das câmeras de monitoramento do Centro Intergado de Operações (CIOPS) os investigadores identificaram o veículo modelo Saveiro, amarelo. Os peritos, Eduardo Souza, 30, e Cícero Costa, 36, concluíram que as marcas de pneus eram compatíveis com os pneus do Saveiro, de propriedade do pai da acusada.

De acordo com o perito, Cícero Costa, 36, mestre em Biologia Molecular, só foi possível a comprovação que as marcas eram do Saveiro, porque o local do crime foi preservado. “A população tem que se conscientizar que o local do ocorrido não pode ser alterado, pois toda a ação teve uma dinâmica. Se tivessem alterado, talvez não fosse possível a identificação”, orientou o Cícero.

O veiculo foi levado para o Instituto de Criminalística (IC), para uma análise mais detalhada. De acordo com o perito Eduardo Souza, mestre em Genética e Biologia Molecular, o carro foi lavado, o que dificultou a busca por evidências.

Técnica

Os peritos usaram o Suab (equipamento que se assemelha a um cotonete) para remover amostras de sangue encontradas no volante do veículo. O exame de DNA confirmou que o sangue era da vitima. A elucidação do caso saiu 18 dias após o homicídio.

“O dever do perito é falar a verdade, para isso é preciso primeiro saber encontrá-la, segundo é querer dizê-la. O primeiro é uma questão técnico-cientifica, já para o segundo é uma questão moral”, concluiu Cícero
 

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