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Médico denunciado por suposto homicídio de duas mulheres e lesão corporal em outras 9

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O médico Carlos Jorge Cury Mansilla foi denunciado na última terça-feira no Ministério Público Estadual  pelos crimes de lesão corporal e homicídio. O advogado Sérgio Ricardo Mota Cruz, que  representa as vítimas (e outras nove mulheres que afirmam ter procurado Carlos Cury  com o objetivo de realizarem cirurgias plásticas para modelarem o corpo, levantarem o nariz e turbinarem os seios) é o autor da representação no MP.

Acusado de homicídio

Contra Carlos Cury pesa  ainda  a acusação da empresária Thanany Marcela Fuzari, que aponta o suposto cirurgião como responsável pela morte de sua mãe, Laureci Fuzari, que morreu dia 7 de agosto do ano passado, cerca de dois meses depois de ser submetida a uma cirurgia no Incor.

De acordo com a filha da vítima, sua mãe seria submetida a uma abdominoplastia, mas Cury insistiu tanto, informando que faria um desconto do preço de R$ 21 mil para o preço “amigo” de R$ 12 mil, e que ela não teria mais problemas com a obesidade, e que sua mãe cedeu em realizar as duas cirurgias.

A empresária afirma que sua mãe foi operada  no mês de julho de 2011, no Hospital Incor,  sendo que logo após  houve complicações no pós-operatório e como o hospital não tinha UTI e o semi-intensivo estava em reforma, foi  transferida pela família para a UTI do hospital Beneficente Portuguesa, onde um corpo médico constatou   infecção hospitalar e o pior:  que ela estava com o diafragma colado e com complicações na cirurgia do desvio do reto.

Os médicos da Beneficente chamaram Cury para reparar a cirurgia que ele havia feito, e este desfez o procedimento de desvio do reto. Como ele havia retirado muita gordura do diafragma da vítima, não foi possível repará-lo, mantendo-se a dificuldade na respiração causando a morte.

Contra Carlos Cury  pesa ainda a acusação da morte de outra paciente, Maria Aldeniza de Lima Sales, que veio a óbito dia 16 de novembro de 2010.

De acordo com autônoma  Maronize de Lima Sales, sua mãe  era uma pessoa obesa e estava interessada em mais informações sobre cirurgia bariátrica, pois alguns parentes haviam ouvido o médico falar sobre a referida cirurgia, e ela queria tirar dúvidas.

No dia 5 de novembro de 2010 sua mãe  foi internada no hospital Incor para realizar os exames pré operatórios, sendo que foi identificado que ela tinha uma pedra na vesícula.

Carlos Cury  disse que poderia retirar a vesícula, pois não teria problema algum em fazer as duas cirurgias no mesmo procedimento. Assim, dia 9, por volta das 07h00min, sua mãe deu entrada na sala de cirurgia do Incor, sendo que esta terminou por volta de 12h.

Mas as intervenções cirúrgicas não foram boas e a filha foi informada que deveria transferir sua mãe para um hospital que tivesse UTI e ela foi internada na Unimed.

De acordo com Maronize, vários médicos da Unimed condenavam os procedimentos conjuntos que foram realizados na sua mãe em hospital que não tinha UTI.

Lesão corporal

Carlos Cury  é acusado ainda de crime de lesão corporal por Ana Ely Sobralino Cavalcante, Anatércia de Souza Santos, Ana da Silva Machado, Claudiane Ribeiro Maia, Domingas Pereira Liboria, Doris Miriam da Cruz Areal, Naize Nascimento da Silva, Solange Andrea dos Santos Bernardino e Yara Glaucia Vieira Aguiar.

A corretora Doris Areal, que integra a ação, foi submetida em fevereiro de 2010 a uma lipoescultura e a uma abdominoplastia. Buscava a beleza, mas acabou tendo o corpo desfigurado e adquirindo depressão.

Enquadrado

Para o advogado Sérgio Ricardo Mota Cruz, Carlos Cury, deve ser enquadrado nos crimes tipificados nos arts. 121, 129 e 282 do Código Penal Brasileiro, combinado com o arts. 65, 66, 67 e 68, do Código do Consumidor e com o Código de Ética Médica.

De acordo com Sérgio, a acusação de homicídio é por causa de Laureci Fuzari e Maria Aldeniza, que falecerem após complicações decorrentes de procedimentos similares.
 

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