Desaparecidos na quarta dimensão

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09/12/2012 10h21 — em Famosos & TV

Todo  ano  desaparecem,  no mundo, centenas de milhares de pessoas: criminosos mergulhando  no  submundo  das grandes metrópoles, homens e mulheres cansados da vida, crianças que fogem de casa, gente solitária que se retira de seu meio social para viver sozinha. Também desaparecem pessoas que sofrem acidentes e morrem, sem que ninguém nunca reclame seus corpos nos hospitais, delegacias e necrotérios.

    Mas há  casos que não cabem nesses padrões normais; casos cercados por um manto de mistérios. Por  exemplo,  desaparece  de  repente uma mulher, mãe de dois filhos, logo depois de ter posto a mesa para o almoço. E nunca mais é vista. Ou o caso do homem que saia de casa para tomar ar e bater um papo com o vizinho; e que nunca mais
voltou,  nem  foi  encontrado.  E aquela bela moça que ia todos os dias para seu trabalho, de trem, até que um belo dia o trem chegou sem ela. E o - por enquanto - mais recente caso que aconteceu há dois anos, no dia 22 de fevereiro, durante o carnaval de Wissbaden, Alemanha. Depois de uma festa, o casal Misfeld voltou para casa de ônibus. Quando Wilhelm Misfeld, senhor idoso, aposentado, desceu do ônibus e se virou para ajudar a esposa descer, teve um choque: "Ela sumiu,  desapareceu como engolida pela terra", ele disse mais tarde polícia. Desde aquele dia Margarete Misfeld, de 64 anos, ficou desaparecida. Comentário da polícia:

    "Era um casamento feliz, sólido, e o  casal estava bem de vida. Este caso um enigma total".

    Alguns dias depois, a imprensa que publicara manchetes estrondosas sobre o desaparecimento - perdeu o interesse. A polícia arquivou o caso na seção de pessoas desaparecidas.  Investiguei  pessoalmente   este caso e sei que Margaret Misfeld voltou tempos depois, na forma de um cadáver boiando no Reno. As autoridades de Wissbaden  chegaram à conclusão de que ela planejara suicidar-se e que, naquele dia, escondeu-se do marido no interior do ônibus. Ninguém sabe se essa versão é verdadeira. De qualquer forma, serve para mostrar que, na abordagem de qualquer caso de desaparecimento misterioso, devemos conservar uma atitude cética.
    A história e a literatura fantástica narram muitos desses casos. Quem não se lembra da aventura do flautista de Hamlin, uma pequena cidade alemã, que no ano de 1284  livrou,  o vilarejo de uma praga de ratos? E  que, depois de esperar em vão a recompensa prometida pelo prefeito, começou a tocar sua flauta, fazendo-se  acompanhar  por  todas  as  crianças da cidade, levando-as para  uma montanha que se abriu em frente deles e se fechou de novo, depois da última criança entrar?

    Mas o ano de 1284 é uma data remota. Temos outros casos, bem mais recentes, descritos em detalhe nos arquivos de várias cidades, com depoimentos  assinados por testemunhas juradas. Por exemplo, em Leamington Warwickshire  (lnglaterra),  em 1813,  morava  um  sapateiro, de nome James Burnes Worson. Era homem honesto e trabalhador que gostava muito de tomar uns tragos nos bares da cidade. Quando jovem, ganhara fama de atleta, correndo longas distâncias sem se cansar. Quando, mais tarde, começou a beber demais, gabava-se de suas proezas dos dias de moço. Certo dia, um amigo, Barham Wise, apostou que ele não aguentaria ir e voltar correndo até Coventry, que distava 65 quilômetros. Worson aceitou a aposta e imediatamente começou a andar, acompanhado por Wise e mais duas pessoas.

    Os primeiros quilômetros foram fáceis para Worson, e ele não mostrou sinais de cansaço. Seus amigos seguiam-no numa carruagem, funcionando como uma torcida alegre e barulhenta. De repente, a uma distância de cerca de dez metros, Worson pareceu tropeçar em algo. Ele gritou - um grito alto - e desapareceu. Pareceu cair num buraco profundo. Mas os amigos aproximaram-se e viram que nenhum buraco existia. Worson simplesmente sumiu e nunca mais voltou ao nosso mundo conhecido.

    Outro  desaparecimento  incompreensível foi o de Charles Ashmore, em I878. Charles tinha dezesseis anos e morava com seus pais e irmã numa fazenda perto de Quincy, Illinois - EUA. A 9 de novembro de 1878, Charles saiu de casa para buscar  água no poço. Eram cerca de 9 horas da noite. Meia hora depois, como ele não voltava, a familia estranhou. 0 pai, Christian Ashmore, acendeu uma lanterna e,  junto com a filha mais velha, Martha, saiu à procura de Charles. Tinha caído um pouco de neve naquela tarde, e as impressões dos pés de Charles estavam bem nítidas.
    Chegando  ao  meio  do  caminho para o poço, pai e filha pararam, surpresos: o rastro de Charles, na neve, sumia de repente. O resto do caminho até o poço estava intocado, branco. Parecia que o rapaz tinha alçado vôo.

    Para não estragar o rastro, ambos  deram uma volta até chegar ao poço. Lá descobriram outra coisa chocante : a água do poço estava coberta por uma fina camada de gelo, obviamente sem ser perturbada há horas. Charles não chegara ao poço. Voltando para casa, notaram que a neve dos dois lados do caminho também estava sem pegadas. Naquela noite Charles não apareceu.

Nem nas noites seguintes. . .
    Quatro dias depois, a mãe do rapaz, angustiada, foi ao poço buscar água. Quando voltou à casa, estava chorando sem parar e dizia ter ouvido a voz do filho chamando por ela. Com a ajuda dos vizinhos, a família recomeçou a procurar Charles. Sem resultado. A imaginação e angustia da mãe poderiam explicar esse fenômeno. Mas, dias depois, os outros membros da família e até os vizinhos escutaram a voz de Charles chamando. A partir daí várias vezes essa voz fez-se ouvir, até desaparecer completamente no verão seguinte.

    Este caso foi muito estudado pelo pesquisador Ambrose Bierce, que anos mais tarde, também sumiu de forma misteriosa, sem deixar vestígios, quando visitava o México em 1914.  Será que também ele, como anteriormente Worson e Charles Ashmore, desapareceu num "buraco" da terceira dimensão para chegar à quarta dimensão e depois não conseguiu voltar? Ou será que a ciência moderna é capaz de oferecer uma explicação mais razoável para tais desaparecimentos?

Existem cientistas de renome que  afirmam o seguinte:

    "Na meio de nosso mundo visível existem lugares  "vazios" , de certa forma "buracos"  na estrutura dimensional, por onde seres vivos e objetos podem desaparecer. Isso aconteceu, por exemplo,   com navios, aviões e pessoas, no notório Triangulo das Bermudas".

    Tais buracos se abrem e se fecham. São, talvez, portas para uma outra dimensão; onde nossas idéias de comprimento, altura e largura não valem mais. Naquele espaço não existe nada comparável  às coisas de nosso  mundo, mesmo que fosse possível transcorrer uma existência naquele mundo.

    Sobre tais buracos - chamados "buracos negros" - o físico inglês John Taylor diz:

    "Quem ultrapassa a fronteira espaço-tempo de um buraco negro abandona para sempre,  seu próprio mundo. A partir daquele momento ninguém mais pode vê-lo, ele desaparece sem que ninguém perceba . . . "

    Um desaparecimento desse tipo -   também pode ser efetuado com a ajuda de poderes paranormais conforme afirma sir Ernest Wallis Budge, uma autoridade nos assuntos do antigo Egito e da Caldéia e que até recentemente era um dos mais altos funcionários do Museu Britânico. Numa entrevista ao Daily Express, ele explicou:

    "Conheci um africano e um hindu que, durante uma conversa, tinham o costume de sumir, como dissolvidos no ar. Parecia a história do gato em Alice no País das Maravilhas; eles estavam lá; de repente eu ouvia apenas os seus sorrisos, e depois mais nada! Não se tratava de hipnose, porque eu podia andar sobre o espaço até há pouco ocupado  por eles sem encontrar obstrução. Do mesmo modo, eles ressurgiam, empurrando os presentes, sem muita cerimônia, enquanto se densificavam novamente".
    Jean Durant, canadense de origem francesa, também tinha o mesmo poder. Dava muitas demonstrações públicas de desaparecer e reaparecer até que um dia, durante um espetáculo, desapareceu . . . e nunca mais foi visto.

    Durant deixava-se trancar numa sala, que era lacrada e vigiada de fora. Ele se desmaterializava no interior de um cômodo e surgia fisicamente do lado de fora, em frente a seus guardas. De acordo com um relato de Ray Freedy, em Guide and Ideas (Londres, novembro de 1936), três médicos confirmaram essa capacidade  de  Durant. Um certo Williams declarou perante um tribunal que vira Durant desaparecer, olhando através da fechadura do quarto onde ele estava trancado. Segundo Williams, seu roupão caiu ao chão, vazio. Mas, depois disso, Jean Durant caiu doente porque, conforme disse, alguém o tinha espionado. Por isso ele exigia, nas suas experiências feitas perante médicos e policiais, que todos ficassem do lado de fora do quarto, onde aparecia sua forma materializada. Todas as saídas da sala estavam hermeticamente lacradas e assim permaneciam até  a conclusão do fenômeno.

    Finalmente, Durant foi convidado para dar uma demonstração em Chicago. Seus braços e pernas foram algemados, e a entrada da sala, foi selada. Desta vez, porém, o público esperou em vão. Depois de uma hora, os guardas abriram a porta. Cordas e algemas estavam no chão, mas Durant sumira de vez.

    Conforme o depoimento de alguns médicos, podemos aceitar que, durante  as experiências, Durant entrava num estado de transe profundo. Os médicos percebiam, às vezes, momentos antes do seu reaparecimento, uma  forte respiração atrás da porta. Respiração de quem se encontra num estado de sono profundo.

    Existem ainda casos de pessoas  que desaparecem para, anos depois, reaparecerem. O dr. Jaseph Lauterer, de Chicago, conta que "durante a dinastia Tang , na China (618 a 807 d.C ), um lenhador  encontrou dois homens jogando xadrez na floresta. Antes de terminarem a partida, o lenhador percebeu,  com espanto, que o cabo de seu machado tinha apodrecido. Ele voltou à aldeia, mas encontrou um lugar  totalmente  diferente . Ninguém o conhecia , e todos lhe eram estranhos. Ele disse seu nome e, consultados os cartórios, descobriu-se que  há  trezentos anos um lenhador com  seu nome saíra da aldeia para nunca  mais voltar. Ouvindo isso, o homem  começou  a tremer  sem  controle,  caiu no chão e morreu".
    Um caso semelhante e contado , no poema Der Munch von Heisterbach, de Wolfgang von Konigswinter  (1816-1873). Um monge de Heisterbach, Alemanha; foi de manhã à floresta, para meditar sobre as palavras do salmo "Porque para ti mil  anos são como um dia". À noite,  voltou, ouvindo os sinos da abadia. Uma pessoa desconhecida abriu o portão, e ele foi cercado por outros, monges surpresos e desconhecidos. Consultadas as crônicas do mosteiro, descobriu-se que há alguns séculos um monge, com o mesmo nome sumira misteriosamente na floresta !

    Será  realmente possível cair vítima de uma tal  ruptura das dimensões?  E, se uma pessoa ou um objeto podem realmente sumir de modo inexplicável, sumir de nossa dimensão  conhecida para uma outra estranha , não seria possível  para  seres de uma outra dimensão saírem da deles e entrarem na nossa ?

    À 22 de dezembro de I955, dois desenhistas,  Nilliam  Shannon  e George Brinsmaid, de Alexandria, Virgínia (EUA), dirigiam-se para o trabalho. Percorriam a grande rodovia Mount Vernon, quando, de repente, o pára-brisa do seu carro estourou, voando pedaços de vidro para todo lado.  Dentro do carro, eles encontraram um peixe de mais ou menos quinze centímetros, totalmente congelado. Um peixe caíra com tanta força que atravessou o pára-brisa. Não havia outros carros, nem aviões, nas proximidades.  Mais  recentemente, em Long Beach, Califórnia, um empregado da  firma  Smith, revendedora  de carros usados, estava lavando um automóvel quando ouviu um som estranho, como se alguém assoviasse  nas proximidades. Levantou a cabeça e viu alguns objetos luminosos caindo em sua direção. Momentos depois, um pedaço de gelo do tamanho de  um homem caiu em cima do carro, espalhando pedaços em todas as direções. Os meteorologos logo acharam uma explicação para o fenômeno: o pedaço de gelo se desligara da asa de um avião. Mas as autoridades da aeronáutica negaram esta possibilidade .

    Não menos misterioso é o seguinte caso. Em 7 de fevereiro de l958 , um canhão caiu do céu nos arredorres de Nápoles, Itália. Nele, uma data, I942, e também uma guia e uma cruz. Onde esteve aquele canhão nos dezesseis anos passados desde a data de sua fabricação.

    Quase todos os casos de desaparecimentos inexplicáveis referem-se à pessoas isoladas . Mas existem relatos de desaparecimentos de  grupos inteiros  de  pessoas  que também nunca foram encontradas.

    À 3 de março de 1975 , o jornal Al Ahram, o mais importante do Cairo, e a sucursal egípcia da Associated Press enviaram a todo o mundo a notícia de que um  grupo de oitocentos  egípcios  muçulmanos, em  viagem de peregrinação a Meca, no mês de dezembro, nunca voltaram para casa. O grupo inteiro sumiu, sem deixar traços.

    Em  1898 desapareceu um grupo de  soldados ingleses no Sudão.  E , durante uma batalha no fronte noroeste entre a Índia e o Afeganistão  aconteceu o mesmo com uma companhia inteira de soldados ingleses  nos arredores do Passo Khyber.  A brigada de socorro incumbida de procurá-los informou  apenas  que  "os rastros dos  soldados terminavam de repente ; todos os rastros prosseguiam normalmente para, a um  certo ponto, terminarem; nenhum rastro saiu da linha , nem voltou atrás" .

    Mas o acontecimento mais inexplicável desse tipo foi o desaparecimento de um regimento inteiro trata-se do regimento inglês de Norfolk , que sumiu na Primeira Guerra Mundial, em 1915 , durante a luta pelo porto turco de Galipoli.  Segundo testemunhos de muitos veteranos da guerra, que estavam presentes no local, os soldados do Norfolk estavam travando uma batalha sem tréguas contra as tropas turcas e alemãs no "Morro 60" , vizinho à baía de  Sufla, perto de Galipoli. Quando raiou o dia, o céu estava limpo, azul, sem nuvens - como são  todos os dias bonitos naquela região. De repente; de forma completamente  inesperada,  acima  do "Morro 60" surgiram algumas nuvens, cerca de seis ou oito cúmulos, com a forma de pães redondos. Todas elas tinham o mesmo formato, cor cinza-clara.  Mas, o que era estranho, não mudavam de forma  nem de lugar, apesar da leve brisa que soprava. E tão imóvel quanto as nuvens, flutuava abaixo delas, quase pousada sobre o topo do "Morro 60", uma massa semelhante, mas de maiores dimensões. Pelos cálculos dos observadores deveria medir cerca de 340 metros de comprimento, 60 de largura, e 60 de altura, e era totalmente opaca, parecendo possuir uma estrutura sólida. Esse fenômeno se encontrava a mais ou menos 400 metros do campo de batalha, mas dentro da região ocupada e defendida  pelos ingleses. Mais tarde a massa desceu, estendendo-se sobre o leito seco de um rio (o Kaiack Dere). Nesse momento, o regimento Norfolk com seus 3 mil homens estava marchando sobre esse leito, em direção ao "Morro 60",  com ordens de ajudar os soldados de outro grupo que lá se achavam.

    Aí aconteceu uma coisa inesperada. Quando os soldados chegaram à  "nuvem", eles marcharam sem hesitar,  penetrando  no  seu  interior  como se estivessem obedecendo a  uma  ordem.  Nenhum desses homens jamais saiu de dentro dessa nuvem.

    Uma hora depois, a "nuvem" se levantou suavemente do solo, subindo cada vez mais, unindo-se às outras menores, que "pareciam ervilhas  num  prato".  Estas  outras, que até o momento tinham permanecido imóveis; dirigiram-se simuItaneamente  na  direção norte, acompanhadaþ pela outra  maior.  Mas, como atestaram os presentes, o vento naquele momento soprava na direção sul !
    Quer dizer, todas essas  "nuvens" movimentavam-se contra o vento sem a menor dificuldade!
 
    Depois de uns 45 minutos, os misteriosos objetos desapareceram, levando consigo todos os soldados do regimento. Desde então o Norfolk foi dado como desaparecido - ou destruído - na batalha pelo "Morro 60". Quando a Turquia capitulou, em l918, o comando geral inglês exigiu das autoridades turcas esclarecimentos sobre o destino dos prisioneiros, ou sua libertação, já que se imaginava que todos tinham sido presos.  Mas o governo turco respondeu nada saber desse regimento, nem sequer que ele existira. Por sua vez, os outros soldados ingleses presentes no local afirmaram que o regimento Norfolk nunca fora preso por unidades turcas, pois nem chegararn a enfrentá-las !
    Hoje em dia, graças às pesquisas  de  ufologia,  pensa-se que  a "nuvem" maior, onde os soldados entraram, era um UF0 do tipo nave-mãe, que os atraiu graças a um comando telepático.

    A partir desse ponto, temos que nos envolver em questões filosóficas  fundamentais,  em  problemas parapsicológicos e da física. E temos que enfrentar as incríveis possibilidades sobre a aproximação entre matéria e espírito. Para explicar esse tipo de fenômeno fala-se muitas vezes da quarta dimensão. Mas essa dimensão em geral, incompreensível para nossas percepções normais, exatamente como certas idéias filosóficas, como as teorias da física nuclear, ou das viagens espaciais que, em teoria, baseiam-se na idéia da "expansão ou transporte no tempo-espaço".

    Tais idéias sobre "espaços mais elevados" são fatos incontestáveis para a maioria dos grandes matemáticos e físicos do mundo. Já antes de  Albert Einstein,  existiram Karl Friedrieh Gauss, Johan Heinrich  Lambert,  Hermann  von HeImhoItz,  Bernard Riemann, Henri  Poincarée, Hermann Minkovski, que cogitaram da existência de  espaços de  quatro, cinco, ou mais  dimensões.  Poincaré,  por exemplo, dizia:

    "Não quebrem a cabeça com a questão da quarta dimensão. É absolutamente impossível imaginá-la, mas mesmo assim ela existe, e os hiperespaços de sua existência são fatos incontestáveis".

 

Extraído de um texto de Hanns Manfred Heuer  -  1978

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