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CPI decide convocar Amazonino e Hanan

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Manaus ( Portal do Holanda) - Os dois principais responsáveis pelo processo de privatização do sistema de água de Manaus, o ex-governador e atual prefeito  Amazonino Mendes e o ex-vice-governador do Estado, Samuel Hanan, serão convocados para depor na CPI da Água instalada na Câmara Municipal de Manaus, possivelmente durante a 2ª quinzena de maio.


Requerimento do vereador Waldemir José (PT) solicitando o depoimento dos dois foi aprovado na reunião desta quarta-feira da CPI, que começou somente às 11h, com a presença de seis dos sete membros. A Comissão também decidiu iniciar a partir de segunda feira (7) uma auditoria in loco na documentação da empresa Águas do Amazonas.

Para tanto, o presidente Leonel Feitoza (PSD) solicitou o encaminhamento de ofício à direção da Águas do Amazonas informando da ida dos técnicos José Rodrigues Cardoso Filho, assessor de contabilidade fiscal e contratual da CPI e Paulo Rodrigues de Souza, assessor de gestão ambiental, para iniciarem o trabalho na sede da empresa.


Ambos são professores da Ufam, com mestrado em suas respectivas áreas, contratados pela Câmara Municipal para assessorar a comissão. “Embora nós tenhamos em mãos toda a documentação do período encaminhada pela empresa, queremos ter uma análise própria feita pelos nossos técnicos”, justifica Leonel Feitoza.

A CPI da Água vai começar pelo processo de privatização da Manaus Saneamento, subsidiária da Cosama, em seguida analisará a repactuação e venda da Águas do Amazonas, e por fim analisará o período atual.

O processo de privatização  foi cercado de polêmica, acusação de subpreço e até desvio de recursos. Em setembro de 2006 o Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento administrativo para investigar a privatização da Manaus Saneamento, feita em 2000, na gestão do ex-governador Amazonino Mendes.

No procedimento a intermediária citada era a F.B & A. Construções Ltda que, através de um contrato de comissão mercantil, recebeu R$ 46 milhões (valores atuais) referentes a dívidas que a Cosama tinha com a empresa Paranapanema, da qual o então vice-governador Samuel Hanan tinha sido dirigente.

Na época do leilão da subsidiária da Cosama, em 29 de junho de 2000, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, foi amplamente divulgado que o BNDES financiaria 50% da operação, que alcançou um valor total de R$ 193 milhões – com ágio de 5% sobre o preço mínimo. “Até hoje se diz que a empresa foi vendida por apenas R$ 1”, lembra Leonel.

Agora, os vereadores membros da CPI decidiram que devem reinvestigar todo o processo de privatização e querem ouvir Amazonino e Hanan a respeito de como ele ocorreu. A convocação deve ser marcada no período entre 16 e 31 de maio, quando haverá as oitivas da comissão no plenário da Câmara, no período da tarde.

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