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Braga destaca queda real da taxa Selic

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O líder do governo no Senado, Eduardo Braga, comemorou nesta   a diminuição da taxa Selic, que tirou o Brasil do topo da lista dos países que praticam as maiores taxas de juros reais do mundo. Em pronunciamento dado como lido no Plenário da Casa, Braga explicou que a redução de 0,75%, determinado na última quarta-feira (18) pelo Banco Central, baixou a taxa para a 3,4% ao ano, descontada a inflação.


“O indesejável troféu de campeão dos juros reais elevados foi transferido para a Rússia, cuja taxa real anual é de 4,2% ao ano. E em seu curto anúncio da nova Selic, o Banco Central deixou a porta aberta para mais cortes, mencionando que “permanecem limitados os riscos para a trajetória da inflação”, e que, “dada a fragilidade da economia global, a contribuição do setor externo tem sido desinflacionaria”, informou o senador.

Braga ressaltou que a queda dos juros, que já diminuíram 3,5% desde agosto do ano passado, se deve à firme posição da presidenta Dilma Rousseff. Segundo ele, o impacto das reduções já é transmitido ao mercado consumidor, que pode ter acesso a redução dos custos de créditos. O líder do governo citou a redução das taxas de juros praticadas pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, que vem forçando a redução das tarifas de bancos privados.

“Hoje, uma semana após o movimento baixista do BB e da Caixa, os grandes bancos privados, nacionais e estrangeiros, que no ano passado auferiram generosos lucros, decidiram repartir um pouco desse lucro com seus correntistas, até como forma de não perderem clientes, o que, aliás, já estava acontecendo”, disse Braga.

Estímulo à indústria

O senador Eduardo Braga (PMDB) enfatizou também as políticas de estímulos ao crescimento da economia adotadas pelo governo federal nas últimas semanas, como medidas tributárias para proteger a indústria nacional frente aos produtos importados e a eliminação da contribuição previdenciária de 20% sobre a folha de pagamento das empresas de mais 11 setores da economia, que se somaram aos quatro setores que já haviam recebido esse incentivo.

Outra medida foi a prioridade dada pelo governo para a aquisição de bens e serviços nacionais nas compras governamentais com margem de preferência de até 25% sobre produtos importados. Além disso, o governo anunciou outras medidas que, dentro do Plano Brasil Maior, vão estimular a indústria nacional e a economia como um todo.

“Nosso Governo sabe que as turbulências persistem, e que as economias avançadas ainda não se recuperaram da crise de 2008, especialmente a europeia. Mas também temos consciência de que estamos preparados para enfrentar as dificuldades. Seremos um dos poucos países que conseguirá crescer mais este ano do que no ano passado”, ressaltou o senador.

 

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