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Alfredo diz que contrariou interesses de quadrilha

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Manaus (Portal do Holanda) - “Contrariei os interesses de uma quadrilha que atuava dentro do Ministério dos Transportes”, disse hoje o senador Alfredo Nascimento (PR) durante entrevista a uma emissora de rádio, atribuindo as denúncias que o levaram a ser demitido do ministério a uma orquestração do banqueiro do bicho Carlinhos Cachoeira, conforme divulgou a revista Época desta semana. De acordo com Alfredo, com as “mexidas” que fez, acabou prejudicando “os interesses deles”.

O senador apontou diretamente a revista Veja como envolvida com o contraventor que comandava um mega esquema de corrupção no governo federal. “Por trás dessa organização criminosa tem uma revista. As gravações da Polícia Federal mostram que a revista Veja foi pautada ao longo dos anos pelo Carlinhos Cachoeira, pautando as matérias, inclusive a capa”, disse.

            Acusando o esquema criminoso de ter jogado “quase 30 anos de vida pública no lixo”, o senador Alfredo Nascimento informou que existem mais de 200 ligações gravadas pela Polícia Federal entre o contraventor Carlinhos Cachoeira e a revista Veja. “No sábado eu fiz aniversário e o maior presente que eu recebi foi a mostra para todo o país de que eu sou inocente. Além do que foi publicado, no Jornal Nacional foi divulgado que o que aconteceu no Ministério dos Transportes foi obra de uma quadrilha de criminosos”, desabafou Alfredo.

Lembrando o episódio de sua saída do ministério, o senador disse que agiu como pouca gente tem coragem de agir. “Saí no dia 6 de julho e no dia seguinte, dia 7 de julho, fui a Procuradoria Geral da República pedir para ser investigado. Eu sou um senador da república, e estou sendo investigado, porque eu não tinha nada a temer. E logo em seguida eu processei a revista Veja e outros órgãos que fizeram as denúncias contra mim”, disse.

Agora, Alfredo aguarda pelo “atestado de idoneidade” da Justiça e dos órgãos federais, mas garante que não tem mais nenhum interesse em retornar ao governo. “Houve a quebra da confiança na minha relação com o governo. Não me sinto à vontade para voltar a um governo que não me deu a confiança, o apoio que eu precisava ter”, disse ele.

Na época, segundo o senador, “houve a promessa da presidenta Dilma Rousseff de ajudar nas investigações para descobrir os culpados pelo escândalo”, mas ao contrário, ela pediu a saída dele do ministério. “Eu acabei pagando um preço muito alto. Agora as pessoas que falaram e me condenaram vão ter que se contentar com a verdade”.

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