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Advogada diz que era assediada por delegado

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A advogada Maria Goreth Terças nega que tenha passado informações sigilosas a um de seus clientes,  e  classificou a denúncia do delegado adjunto da Delegacia Especializada de Prevenção e Repressão a Entorpecentes (DEPRE), Raphael Smith, de que ela tem ligação com uma organização criminosa do bairro da Praça da 14 de Janeiro, como reação raivosa de um homem apaixonado que não foi correspondido.


“Esse homem é tão maluco que alugou um apartamento no mesmo andar do prédio (Bougainville) onde moro há 15 anos. E ficava me assediando”, disse Goreth, informando que a paixão do delegado por ela começou quando foi a Depre defender acusados de tráfico de drogas.

Terças pergunta  onde estão as escutas provando de que teria passado informações privilegiadas a Dernilson Júlio Ferreira da Silva, o “Sassá”. “Os policiais me falaram que o delegado andava dizendo essas besteiras. E tudo começou depois que ele viu que não queria nada com ele, porque sou comprometida com uma pessoa. 

Goreth  disse ainda que se tivesse as tais informações privilegiadas, como diz o delegado, seus clientes estariam soltos, mas todos, até o líder Sassá, está na cadeia.

“Depois de pegar um fora. O delegado começou a me perseguir mais ainda. Tenho testemunha de que ele me disse no corredor do Fórum Henoch Reis que iria matar todos os meus clientes e nunca mais eu iria advogar. Qualquer advogado, ao tomar conhecimento de que um delegado prometeu matar seu cliente vai avisá-lo. Essa é a polícia que ao invés de fazer cumprir a lei executa os acusados?”, questiona.

De acordo com Goreth, o delegado Raphael Smith  demonstrou toda sua ira contra ela depois de pegar o fora. “Tenho endereço fixo. Ele sabe onde moro, pois morava em frente ao meu apartamento. Agora, de maneira covarde, sem sequer me intimar, me indicia  e manda para a Justiça”.

Surpresa com MP
 
Goreth Terças  disse que ficou ainda mais surpresa  ao ler no jornal a Crítica de hoje, declarações do fiscal da Lei, promotor Alberto Nascimento, dizendo que “a atuação dela (Goreth) na organização criminosa fugiu da relação ética profissional”. “Fala que passei informações sigilosas, placas de veículos usados pela polícia. Essas escutas não existem. Quero que provem que é minha voz. As informações  foram passadas pelo delegado Raphael e eu como advogada tinha direito de saber. Mas o doutor Alberto não fala que fui indiciada indiretamente pelo delegado, que abusou do poder”.

Goreth disse que não ficará calada diante deste fato. “Sou advogada há mais de 12 anos e tenho prerrogativas. Uma delas é que não posso ser indiciada indiretamente”, acrescentou, informando que se estava sendo investigada o delegado  teria de intimá-la e ela iria a delegacia para ser ouvida com um representante da OAB, a acompanhando.

“O promotor sabe disse e como fiscal da Lei não fez nada. Pelo contrário, foi ao jornal me acusar. E o pior: O delegado ou mesmo o representante do MP entregaram ao jornal escutas de um processo que tramita em segredo de Justiça”, denunciou.

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