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"Brasil pensa atrasado"

‘A Zona Franca de Manaus não aceita que a tratem como peso morto’, diz prefeito

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Foto: Reprodução/Facebook

Manaus/AM - Destacando a falta de compreensão dos governos e de técnicos sobre as reais necessidades da Zona Franca de Manaus (ZFM), o prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB), em novo artigo sobre a Zona Franca de Manaus (ZFM), em sua página do Facebook, nesta terça-feira, 29, pede que não a tratem como “peso morto”, ressaltando que a própria Organização Mundial do Comércio (OMC) reconhece o papel que o Polo Industrial desempenha no campo do cuidado ambiental.

“O Brasil pensa atrasado, em relação à OMC? Sim, porque deixar morrer esse parque industrial equivaleria a um convite para a devastação da floresta. Equivaleria a oferecer um exército para o tráfico. Equivaleria a procurar embaraços diplomáticos, tensões militares, prejuízos econômicos, desgastes internacionais...”, atentou Arthur Virgílio.  

O prefeito alerta, ainda, para o cuidado que as autoridades brasileiras precisam ter, a fim de que a capital amazonense possa ser inserida na Quarta Revolução Industrial e que a Zona Franca passe a incorporar novas matrizes econômicas. “Ela que ajuda a mitigar as consequências negativas do aquecimento global. Ela que pode e deve incorporar novos polos e que garante tempo político para se criarem outras matrizes, que a ela se somem e com ela conformem um Brasil brilhante, rico em biodiversidade (por causa dela), rico em água (a grande commodity da segunda metade deste século)”, frisou.

No artigo, Arthur Neto lembra de sua professora de geografia econômica, Bertha Becker, quando se preparava para ser diplomata no Instituto Rio Branco. Ela afirmava que, dentro do Brasil, Manaus era a terceira cidade com efetiva vocação de cidade mundial, atrás apenas do Rio de Janeiro e São Paulo. “Hoje vejo que tinha toda lógica o raciocínio da minha professora inesquecível. Manaus sim, por ser a pátria das águas, a capital da maior floresta tropical do mundo, o subsolo de todo tipo de minérios, a história ancestral indígena de mais de dez mil anos”, lembrou.

Diplomata e com um currículo extenso na política brasileira como deputado federal, senador, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, o prefeito de Manaus pediu mais uma vez a compreensão de políticos e dirigentes nacionais para o quão importante é, para o Brasil e para o Mundo, manter competitivo o Polo Industrial de Manaus (PIM).

“Falta aos governos compreenderem que a terceira cidade mundial de Bertha Becker, que sedia um relevante parque industrial, garante em pé 97% da parte que cabe ao Amazonas na grande floresta. Faltam alguns técnicos de peso teórico inegável entenderem que confundir os incentivos fiscais concedidos ao nosso polo industrial com subsídios fúteis, inúteis ou nocivos é um grave erro. Falta perceberem o peso estratégico da região amazônica como um todo e do Amazonas em particular: o mundo se interessa por nós, cobiça, tem curiosidade científica por nós, por nossa floresta e nossa região. Mas se interessa mesmo, não nos ignora. O Brasil, provincianamente, pensa em poder minimizar aquilo que é a representação do seu próprio futuro, da sua possível grandeza, do seu brilho mais reluzente”, destacou Arthur Neto.

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