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Evitar reincidência

TJAM discute formas de empregar 2,5 mil presos do semiaberto em Manaus

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Foto: Pedro Baptista

Manaus/AM - Representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do Estado discutiram, na quinta-feira (22), um conjunto de propostas com o objetivo de impulsionar a ressocialização de apenados do regime semiaberto em Manaus. As ações pretendidas estão previstas na Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/84) e buscam favorecer a reinserção dos apenados, de modo reduzir a reincidência na criminalidade. Hoje, aproximadamente 2,5 mil pessoas cumprem pena no regime semiaberto no Amazonas.

Uma das ações previstas foi a utilização de apenados do regime semiaberto em obras ou serviços de manutenção predial – tais como limpeza de ar-condicionados, jardinagem e outros – em estabelecimentos e logradouros públicos, com o governo do Estado ou outros órgãos públicos reduzindo os gastos com contratações terceirizadas, designando parte de tais serviços para a força de trabalho dos apenados.

De acordo com a juíza titular do Regime Semiaberto, Sabrina Cumba Ferreira, providências como estas, incentivariam a ressocialização daqueles que cumprem penas, fazendo valer o que determina a Lei de Execução Penal. “A ressocialização dos presos, caracterizada pelo não retorno destes à criminalidade, é possibilitada, por exemplo, pela reinserção destes no mercado de trabalho. Esta foi uma das pautas da reunião, onde os representantes dos três poderes se comprometeram a conduzir tratativas de modo a agilizar a proposta”, informou a magistrada.

A juíza também destacou que a reinserção dos presos é uma das finalidades de pena, trazendo benefícios amplos à sociedade. “A ressocialização, além de trazer novas perspectivas de vida para o apenado, beneficia toda a sociedade com a redução dos indicadores de reincidência no crime”, apontou a magistrada.

Providências

Durante a reunião, o secretário de Estado de Administração Penitenciária, tenente-coronel Vinícius de Oliveira, informou que o Estado está projetando a disponibilização de galpões que poderão ser utilizados por empresas para capacitar os apenados e também para serem utilizados por empresas privadas para que estes apenados executem os trabalhos previstos. O titular da Seap informou, ainda, que estão previstas reuniões com a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e com o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) para a apresentação do projeto e mobilização da classe empresarial para adesão à iniciativa.

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