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Operação Collusione

Grupo é preso suspeito de usar escritórios de contabilidade para lavar dinheiro de tráfico em Manaus

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Manaus/AM - Cinco pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (25) em diversos bairros de Manaus, durante o desdobramento da Operação Collusione, cujo objetivo era desarticular escritórios de contabilidade contratos para abrir empresas de fachadas para lavagem de dinheiro obtidas por meio do tráfico de drogas.

Os presos são: Kellyane Vieira Sombra, Américo dos Santos Aguiar Neto, Arnaldo Machado de Moura Filho, a esposa do narcotraficante Marcos Roberto Miranda da Silva, o “Marcos Pará”, Luciana Uchoa Cardoso, e a prima dela Vânia Uchoa Cardoso.

De acordo com o subprocurador-geral de Justiça do Ministério Público Fábio Monteiro, ao todo foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão em escritórios de contabilidade e residências. Também foram aprendidos carros, objetos para analise e dinheiro.

"A investigação nasceu de dados que chegaram pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), em relação a algumas contas de CPFs que recebiam valores que estavam vindo de diversas empresas, especialmente de uma que estaria envolvida com uma organização criminosa”, explicou.

Conforme Monteiro, foi verificado que na cidade de Tabatinga, uma mulher estava recebendo vários depósitos em dinheiro que vinha de empresas de diversas cidades brasileiras. “Existia uma confluência de depósitos naquela conta corrente de vários lugares do brasil, incluindo Manaus. Na investigação foi verificado que esse dinheiro seria depositado pela Luciana Uchoa, que ja foi processada por tráficos de drogas e condenada por integrar uma organização criminosa. Isso deu o Start na nossa investigação”, contou.

O promotor explicou, que após as investigações, foi possível chegar até os suspeitos. “Conseguimos levantar que vários escritórios de contabilidade e empresas de fachadas estavam sendo usadas com o dinheiro do tráfico. Que essas pessoas envolvidas no esquema faziam esses depósitos para lavar o dinheiro, fazendo parecer para os órgãos de controle que tudo era limpo, quando na verdade a origem desse dinheiro era do tráfico”, destacou.

Monteiro ressaltou, que a Justiça determinou o bloqueio de contas e apreensão de materiais que devem auxiliar na continuação das investigações.

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