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Prejuízos de R$ 300 milhões

DPE-AM vai acionar Justiça contra empresas de crédito acusadas de enganar 200 pessoas

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Foto: Divulgação Foto: Divulgação
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Manaus/AM -  A Defensoria Pública vai tomar medidas judiciais para o pagamento de indenizações por danos morais e materiais a pessoas lesadas por empresas de recuperação de crédito em Manaus. Na tarde da última quarta-feira(19), a instituição realizou uma audiência pública na qual deveriam comparecer os representantes das empresas e as vítimas, para a negociação de um possível acordo extrajudicial. No entanto, a defesa que representa as empresas em ação civil pública já movida pela DPEAIC não compareceu.

Aproximadamente 200 pessoas com prejuízos que chegam a R$ 3 milhões foram vítimas das empresas HBM Assessoria e CONFIANCE Recuperadora de Crédito, alvo de ação movida pela DPE, que já resultou no bloqueio de R$ 918.000,00 em dinheiro e bens. Como o processo segue na Justiça e o objetivo é buscar o maior volume de recursos para quitar o que as empresas receberam das vítimas, nada impede que a ação gere novos bloqueios de valores.

A ação movida pela DPEAIC alcança 80 vítimas das empresas, mas as demais pessoas lesadas ingressaram com outras ações por meio de advogados particulares.

As empresas anunciavam serviço de revisão do financiamento de veículos dos consumidores para fins de redução dos juros dos financiamentos. Faziam com que o valor das parcelas fosse pago a elas e não à instituição financiadora do veículo, gerando o inadimplemento das vítimas perante a instituição financiadora, o que ocasionava a busca e apreensão dos veículos dos seus clientes e muitos prejuízos.

De acordo com os defensores públicos Thiago Nobre Rosas e Rosimeire de Oliveira Barbosa, que respondem pela DPEAIC, a defesa das empresas enviou um áudio informando que não seria possível comparecer à audiência porque não conseguiu entrar em contato com o dono da HBM e da CONFIANCE, que teria sofrido um acidente.

“Estamos nas tratativas com as empresas. Existe um bloqueio de bens na Justiça e o advogado tem nos procurado para tentar um acordo, para extinguir essa ação e, assim, quem sabe, satisfazer essas vítimas pelo menos de uma forma que não demore tanto tempo na Justiça. Ele tinha feito uma proposta de danos morais e materiais e nós marcamos essa audiência. Mas como ele informou que não conseguiu falar com o dono das empresas, ele não teria uma proposta para os danos morais. Então, por conta disso, hoje não temos como expor para as pessoas a proposta dele”, disse a defensora Rosimeire Barbosa.

O defensor público Thiago Rosas ressaltou que, diante da ausência da defesa na audiência, a DPEAIC vai agora peticionar no processo que já está em andamento. “Vamos peticionar para que medidas efetivas para o pagamento dos danos morais e materiais sejam tomadas pelo Poder Judiciário”, concluiu.

O uso politico do caso Alejandro

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