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Amazonas

Acadêmicos de Psicologia fazem atendimento de famílias atingidas pelo incêndio no bairro Educandos

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Foto: Divulgação

A intervenção psicológica em situações de catástrofe atua no sentido de diminuir os danos psicológicos causados pelo evento estressor, minimizando as chances de desenvolvimento de sofrimentos duradouros e/ou possíveis transtornos mentais posteriores. Nesse sentido, professores e alunos do curso de Psicologia da faculdade Martha Falcão | Wyden mobilizaram-se para atuar junto aos desabrigados do incêndio que atingiu o bairro de Educandos, Zona Sul de Manaus, na última segunda-feira, 17/12.

Desde a terça-feira, o grupo, composto por alunos do 8º período, realizou levantamento da situação, identificando as principais demandas das mais de 600 famílias atingidas. De acordo com dados da Prefeitura de Manaus, o número até o momento chega a mais de 2,2 mil pessoas.

Mais de 30 crianças já foram atendidas com atividades lúdicas e observação de comportamento na Escola Estadual Estelita Tapajos e na paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, ambas localizadas no bairro atingido e que funcionam como abrigo.

“A configuração de um atendimento em situação de crises e catástrofes é ser pontual, minimizar as chances de um sofrimento permanente, ocorrendo enquanto for necessário para trabalhar demandas relacionadas ao evento estressor”, explicou a professora Bruna Borges.

De acordo com o Conselho Federal de Psicologia, o sofrimento psicológico causado por um evento estressor é inevitável, pois este se configura como uma ameaça à vida e desequilíbrio biopsicossocial. Assim, a psicologia pode contribuir com as vítimas, comunidades e sociedade através da prevenção e da diminuição dos desastres, e principalmente na minimização das consequências psicológicas provocadas por um evento adverso.

“Além disso, o nosso trabalho é tentar ligar as redes que podem dar atendimento a elas, identificar as pontas e servir de ponte. Por isso o primeiro momento foi defazer o reconhecimento das instituições atuantes e checar de que maneira poderíamos nos vincular às ações que já estava sendo ofertadas por outros órgãos, pela igreja, instituições pública e privadas. Pude conversar com algumas famílias abrigadas e fazer um primeiro atendimento. Foi bastante intenso e corrido”, afirmou Bruna Borges.

A mobilização foi feita junto a alunos que já cursaram a disciplina de Tendências Atuais em Psicologia, em que são estudadas metodologias de intervenções em situações de crises e catástrofes. “Todos os alunos que estão neste grupo estão qualificados para trabalhar nesta situação. Estamos responsáveis pelo atendimento às crianças, que não é um atendimento tradicional, requer do aluno e do profissional em si outro tipo de metodologia, abordagem e de vinculação com a comunidade”, explicou.

De acordo com a professora de psicologia da faculdade Martha Falcão | Wyden, a atuação tem o respaldo do Conselho Regional de Psicologia. “Desde que recebi a notícia, me mobilizei e busquei o CRP. Em uma reunião, onde alguns alunos participaram, o Conselho definiu quais seriam as ações, por meio de uma comissão”, afirmou.

Para a Psicologia, todos os envolvidos em uma situação de catástrofe vivenciam a síndrome de desastre que podem durar dias, horas ou períodos mais prolongados, desencadeando sintomas e emoções como: estado de choque, estupor, aturdimento, apatia, confusão, angústia, euforia e depressão.

 O atendimento ocorre diariamente nos locais, de manhã ou a tarde, conforme disponibilidade dos alunos.

Ponto de coleta

A administração da faculdade Martha Falcão | Wyden, também montou ponto de coleta na instituição para arrecadação de donativos dos alunos e da comunidade externa, de 8h às 20h até esta sexta-feira, 21/12. Nesta quarta-feira, 19/12, foram feitas as primeiras entregas de roupas, sapatos e alimentos no posto da Vila Olímpica, além de ração para cães e gatos.

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