A pitoresca aldeia agrícola de Auge, no departamento de Creuse, estava tão desacostumada com recém-nascidos que a prefeita não sabia como documentar o nascimento no registro civil.
Axelle Brugère nasceu no jardim da casa de seus pais no meio da noite, porque não deu tempo para levar sua mãe, Cyrelle, para a maternidade mais próxima.
"Foi muito bonito. Minha pequena flor nasceu no meio do jardim”, disse o pai, Jean Brugère.
Desacostumados com barulhos, os vizinhos na vila, a maioria deles de idade avançada, foram preocupados ao jardim da família às 2 horas da madrugada, onde acompanharam o nascimento.
Dias depois, quando o casal levou o bebê na prefeitura, onde seu nascimento seria registrado, a prefeita Elisabeth Henry admitiu que não conhecia os procedimentos.
"Nós tínhamos as fichas, mas elas são mais usadas mais para registrar mortes do que nascimentos. Então, ficamos preocupados em não preenchê-la de modo errado”, contou Elisabeth, que pediu ajuda por telefone para a prefeitura de uma cidade vizinha.
A prefeita espera que o nascimento de Axelle atraia outras famílias para a vila.
A aposentada Marie-Thérèse comemorou o nascimento:
"Estamos muito satisfeitos por ter esta menina. A aldeia não é muito populosa, muitas casas estão fechadas”, revelou. Segundo ela, Axelle é a 100ª habitante da comunidade.

