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Venda de cimento cresce em abril sobre um ano antes, diz Snic

Reuters

SÃO PAULO, 7 Mai (Reuters) - A comercialização de cimento no Brasil em abril subiu 2,2% na comparação com o mesmo mês de 2025, para 5,35 milhões de toneladas, ficando perto dos 5,79 milhões de toneladas de março, segundo dados apresentados nesta quinta-feira pela associação de fabricantes do material, Snic.

No quadrimestre, as vendas do produto somaram 21,29 milhões de toneladas, uma expansão de 1,9% sobre o mesmo período do ano passado.

Com clima mais seco, em abril, as vendas de cimento no Sudeste se mantiveram perto do patamar das 2,6 milhões de toneladas de março, mas mostraram salto de 6,1% na comparação com um ano antes, segundo os dados do Snic.

O Nordeste, segundo maior mercado do país para o material, e que vem passando por forte crescimento do setor de construção impulsionado por programas sociais como o Minha Casa Minha Vida, teve vendas de 1,12 milhão de toneladas em abril, leve recuo de 0,5% sobre o mesmo mês de 2025, mas queda de 12,5% sobre o forte de desempenho de março.

Segundo o Snic, as vendas de cimento no Sul subiram 1,4% em abril na comparação anual. No Centro-Oeste, a comercialização caiu 2,2% e no Norte houve baixa de 8,8%.

Por dia útil, a comercialização em abril foi equivalente a 243,4 mil toneladas, alta de 0,9% ante março e crescimento de 2,2% na relação anual.

O Snic afirmou em comunicado à imprensa que "o panorama econômico que sustenta a demanda segue influenciado pelo mercado de trabalho aquecido". A entidade também citou impacto da isenção de imposto de renda para quem ganha até R$5.000 como parte do ambiente de melhora na confiança dos consumidores.

Porém, o presidente do Snic, Paulo Camillo Penna, afirmou no comunicado que o setor de cimento sofreu "forte impacto com o reajuste nos (preços do) coque de petróleo", que representa cerca de 40% do custo de produção do setor.

O executivo acrescentou outros impactos representativos decorrentes da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã neste ano, como explosivos, amônia, ureia, aditivos do cimento e frete marítimo de insumos importados. Além disso, as cimenteiras ainda amargam aumento no preço do diesel, que pesa sobre o frete rodoviário, por onde circula cerca de 90% da distribuição de cimento no país, afirmou.

(Por Alberto Alerigi Jr.; edição de Pedro Fonseca)

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