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Vaticano diz que não participará do “Conselho da Paz” de Trump

Reuters
Vaticano diz que não participará do “Conselho da Paz” de Trump
Vaticano diz que não participará do “Conselho da Paz” de Trump

Por Kanishka Singh

WASHINGTON, 18 Fev (Reuters) - O Vaticano não participará da iniciativa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamada “Conselho da Paz”, afirmou o cardeal Pietro Parolin, principal diplomata do Vaticano, na terça-feira, acrescentando que os esforços para lidar com situações de crise devem ser gerenciados pelas Nações Unidas.

O papa Leão 14, primeiro papa norte-americano e crítico de algumas das políticas de Trump, foi convidado a integrar o conselho em janeiro.

De acordo com o plano de Trump para Gaza, que levou a um frágil cessar-fogo em outubro, o conselho deveria supervisionar a governança temporária de Gaza. Trump afirmou posteriormente que o conselho, presidido por ele, seria ampliado para lidar com conflitos globais. O conselho realizará sua primeira reunião em Washington na quinta-feira para discutir a reconstrução de Gaza.

A Itália e a União Europeia afirmaram que seus representantes planejam participar como observadores, uma vez que não aderiram ao conselho.

A Santa Sé “não participará do Conselho da Paz devido à sua natureza particular, que evidentemente não é a de outros Estados”, disse Parolin.

“Uma preocupação”, afirmou ele, “é que, em nível internacional, deve ser acima de tudo a ONU que gerencia essas situações de crise. Esse é um dos pontos em que insistimos”.

Muitos especialistas em direitos humanos afirmam que Trump comandar um conselho para supervisionar os assuntos de um território estrangeiro se assemelha a uma estrutura colonial. O conselho, lançado no mês passado, também enfrentou críticas por não incluir um palestino.

Os países reagiram com cautela ao convite de Trump, com especialistas preocupados que o conselho possa minar a ONU. Alguns dos aliados de Washington no Oriente Médio aderiram, mas seus aliados ocidentais permaneceram afastados até o momento.

A trégua em Gaza foi repetidamente violada, com centenas de palestinos e quatro soldados israelenses mortos desde que começou em outubro.

O ataque de Israel a Gaza matou mais de 72.000 pessoas, causou uma crise de fome e deslocou internamente toda a população de Gaza.

Vários especialistas em direitos humanos, acadêmicos e uma investigação da ONU afirmam que isso equivale a genocídio. Israel chama suas ações de autodefesa, depois que militantes liderados pelo Hamas mataram 1.200 pessoas e fizeram mais de 250 reféns em um ataque no final de 2023.

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