O diretor da equipe cientifica da universidade de Oxford, Andrew Pollard, divulgou nesta segunda-feira (15), que não existe nenhuma relação entre os coágulos sanguíneos encontrados entre pessoas que tomaram a vacina para Covid-19 de Oxford/AstraZeneca e o imunizante.
Segundo o Globo, a fórmula desenvolvida por Oxford foi suspensa em vários países europeus semana passada após notícias dos casos de coagulação.
O diretor do grupo de vacinas de Oxford, assegurou que há provas tranquilizadoras de que não houve aumento da trombose no Reino Unido, onde se administraram até agora a maioria das doses da Europa.
Irlanda e Holanda se somaram no domingo à lista de países, principalmente na Europa, que suspenderam o uso da vacina de AstraZeneca/Oxford por precaução. Antes destas, Dinamarca, Islândia, Áustria, Luxemburgo, Letônia, Estônia, Lituânia, Itália e Noruega adotaram a medida.
No domingo, a AstraZeneca já havia divulgado um comunicado dizendo que, após analisar a aplicação de 17 milhões de doses, não havia evidências do aumento de coágulos sanguíneos por causa da vacina.
Assim como os cientistas de Oxford, a AstraZeneca defende que os 15 casos de trombose profunda e os 22 de embolia pulmonar reportados entre pessoas que receberam a vacina representam uma porcentagem "muito menor do que ocorreria na população em geral".
Tanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) afirmam que não existe evidência de que se deva suspender o uso da vacina de AstraZeneca.



