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United Airlines permitirá que passeiros se identifiquem como gênero não binário em reservas

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A companhia aérea norte-americana United Airlines anunciou nesta sexta-feira (22) que começou a oferecer a opção de escolher o gênero não binário durante o cadastro para a reserva de voos, tornando-se a primeira companhia aérea dos Estados Unidos a tomar tal medida.

A partir de agora, durante a aquisição de passagens os clientes podem utilizar o título "Mx.", além dos tradicionais "Mr." (abreviação de Senhor em inglês) para os homens e "Ms." (abreviação de Senhora) para as mulheres.

Além disso, os passageiros poderão identificar seu gênero como "homem", "mulher", "não revelado" e "não especificado", em função do que consta em seu passaporte ou documento de identidade.

"A United está determinada a liderar a indústria na inclusão LGBT e estamos muito orgulhosos de sermos a primeira companhia aérea americana a oferecer essas opções a nossos clientes", afirmou o executivo da companhia, Toby Enqvist, em comunicado.

De acordo com o gestor, a United também está instruindo seus empregados para garantir que qualquer pessoa se sinta bem-vinda em seus voos, sem importar sua identidade de gênero.

A companhia aérea trabalhou nesta iniciativa com as organizações The Trevor Project e Human Rights Campaign (HRC), o maior grupo de defesa dos direitos LGBT dos EUA.

O responsável do programa de Igualdade no Trabalho da HRC, Beck Bailey, destacou na nota que a medida é um "passo importante para a inclusão não binária" e defendeu que a possibilidade de escolher e usar o gênero com o qual se identifica é parte de um tratamento digno e respeitoso.

A decisão da United Airlines chega depois que duas associações da indústria aérea aprovaram recentemente recomendações para acomodar os passageiros com documentos de identidade com gênero não binário.

A maior parte das grandes companhias aéreas americanas já anunciou que deve implementar em breve essas recomendações.

Atualmente, vários estados americanos oferecem a possibilidade de escolher o gênero não binário em seus documentos de identidade, que podem ser utilizados nos cadastros de voos domésticos. Alguns países também permitem a identificação não binária em seus passaportes.

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