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UE pede libertação de manifestantes detidos na Rússia

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MOSCOU — A União Europeia (UE) pediu nesta segunda-feira à Rússia a libertação de centenas de pessoas detidas durante as manifestações de domingo — as maiores registradas no país nos últimos anos contra a corrupção e contra o presidente Vladimir Putin. Mais de mil pessoas foram presas, incluindo o líder opositor Alexei Navalny, que compareceu ao tribunal nesta segunda-feira e reiterou acusações de corrupção contra o primeiro-ministro, Dmitry Medvedev. O Kremlin respondeu aos protestos acusando a oposição de incentivar a violação da lei e provocar violência.

“As operações policiais na Federação Russa para dispersar as manifestações e a detenção de centenas de cidadãos, incluindo o líder da oposição Alexei Navalny, impediram o exercício de liberdades fundamentais”, afirmou um porta-voz da UE em um comunicado. “Pedimos às autoridades russas que cumpram plenamente seus compromissos internacionais (...) para garantir os direitos e que libertem sem demora os manifestantes pacíficos detidos”.

Nos primeiros comentários da Presidência sobre os protestos, o porta-voz Dmitry Peskov classificou-os de provocação e disse que alguns jovens foram pagos para participar.

— O que vimos ontem (domingo) em muitos lugares, e talvez em particular em Moscou, foi uma provocação e uma mentira — declarou à imprensa Peskov. — Navalny mentiu ao dizer que as manifestações eram legais.

Perguntado se Medvedev deve responder às alegações de corrupção que trouxe as multidões para a rua, Peskov disse: “Nenhum comentário”. Mas ele acrescentou que a mensagem de protestos que foram organizados legalmente seria ouvida.

Os Estados Unidos também criticaram as detenções:

“Estados Unidos condenam enfaticamente a detenção de centenas de manifestantes pacíficos na Rússia”, afirmou no domingo o porta-voz do Departamento de Estado, Mark Toner. “A detenção de manifestantes pacíficos, observadores dos direitos humanos e jornalistas é uma afronta aos valores democráticos básicos”.

Os protestos atraíram milhares de manifestantes em todo o país, incluindo Moscou, São Petersburgo, Vladivostok, Novosibirsk, Tomsk e várias outras cidades.

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