Deportações de crianças ucranianas têm sido uma preocupação desde a invasão da Ucrânia. O Tribunal Penal Internacional aumentou a pressão sobre a Rússia quando emitiu um mandado de prisão, em 17 de março, para o presidente Vladimir Putin e a comissária russa de direitos das crianças Maria Lvova-Belova, acusando-os de sequestrar menores da Ucrânia.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) disse nesta semana que esteve em contato com Lvova-Belova, a primeira confirmação de intervenção internacional de alto nível para reunir famílias com crianças que foram deportadas à força.
O porta-voz do CICV, Jason Straziuso, disse que a organização está em contato com Lvova-Belova "em linha com seu mandato de restaurar o contato entre famílias separadas e facilitar a reunificação quando possível."
Uma investigação da Associated Press revelou o envolvimento da comissária nos sequestros e encontrou um esforço aberto para colocar crianças ucranianas para adoção na Rússia.
Lvova-Belova disse a uma reunião informal do Conselho de Segurança da ONU na quarta-feira que as crianças foram levadas para sua segurança, não sequestradas - uma reivindicação amplamente rejeitada pela comunidade internacional.
O número exato de crianças ucranianas levadas para a Rússia tem sido difícil de determinar.
Um comunicado postado na quarta-feira no Twitter pelo embaixador da Ucrânia na ONU, Sergiy Kyslytsya, disse que mais de 19.500 crianças foram apreendidas de suas famílias ou orfanatos e deportadas à força.



