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Trump pretende demitir inspetor de inteligência que foi chave em impeachment

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos EUA, Donald Trump, avisou os comitês de inteligência do Congresso americano que pretende demitir o inspetor-geral de inteligência que teve papel fundamental no processo de impeachment do republicano, segundo publicou o New York Times nesta sexta-feira (3). Michael Atkinson levou a legisladores a denúncia anônima do telefonema entre Trump e o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, estopim para o pedido de afastamento do presidente americano. Em carta enviada para os líderes dos dois comitês de inteligência do Congresso dos EUA, o republicano justifica a demissão dizendo que perdeu a confiança no inspetor geral, sem dar mais explicações. Para removê-lo do cargo, o presidente é obrigado a notificar esses comitês de suas intenções e justificativas. "Como é o caso de outros cargos em que eu, como presidente, tenho o poder de nomear, com conselho e consentimento do Senado, é vital que eu tenha total confiança nos nomeados a inspetor geral", escreveu Trump. "Esse não é mais o caso em relação a esse inspetor geral." O processo de impeachment de Trump foi desencadeado pela denúncia anônima de um telefonema, em julho de 2019, do republicano para Zelenksi, no qual ele teria pressionado o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, a investigar o filho de um de seus principais adversários, o democrata Joe Biden. Hunter, filho do pré-candidato à Presidência e possível rival de Trump em 2020, é integrante do conselho de uma empresa de gás ucraniana. Uma semana antes do telefonema, o presidente americano havia congelado uma ajuda de cerca de US$ 400 milhões para a Ucrânia. A oposição afirma que o republicano usou a verba para pressionar Zelenski a investigar o filho de Biden, o que a Casa Branca nega. Em 11 de setembro, portanto após a conversa, a verba foi descongelada. Um agente de inteligência que ouviu a conversa de Trump com o líder ucraniano -um procedimento padrão nos Estados Unidos- alertou as autoridades de forma anônima que o presidente teria colocado em perigo a segurança nacional.

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