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Trump: ‘Investigação sobre a Rússia é a maior caça às bruxas nos EUA’

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WASHINGTON — O presidente Donald Trump criticou nesta quinta-feira as investigações sobre um suposto conluio de sua campanha com a Rússia, chamando-as de maior caça às bruxas na História dos Estados Unidos. A declaração vem um dia depois de o ex-chefe do FBI Robert Mueller ser designado como promotor especial do caso.

“Com todos os atos ilegais que ocorreram na campanha de (Hillary) Clinton e no governo Obama, nunca houve uma nomeação de um promotor especial”, afirmou Trump no Twitter, para depois dizer: “Esta é a maior caça às bruxas individual de um político na História americana”.

A crise envolvendo o presidente se acentuou nesta semana após duas novas revelações relacionadas à Rússia. Primeiro, o “Washington Post” noticiou que Trump compartilhou informações altamente confidenciais a autoridades russas sobre o Estado Islâmico (EI). Depois, o “New York Times” afirmou, na terça-feira, que Trump pediu a Comey para abandonar o inquérito sobre os laços de seu ex-conselheiro de segurança nacional Michael Flynn com Moscou.

“Michael Flynn é um bom sujeito, espero que possa abandonar esta investigação”, teria dito Trump a Comey durante uma conversa no Salão Oval da Casa Branca, no dia 14 de fevereiro, segundo o “The New York Times”. “Espero que possa haver uma forma de deixar passar isto, de livrar Flynn”.

As novas revelações provocaram um terremoto político em Washington e pedidos de explicações à Casa Branca.

Na noite de terça-feira, o presidente da Comissão de Supervisão e Reforma da Câmara, o republicano Jason Chaffetz, pediu ao FBI para ter acesso a todos os memorandos, notas e outros documentos das conversas de Comey com Trump até 24 de maio.

O pedido de Chaffetz foi apoiado pelo líder da Câmara, o republicano Paul Ryan, e repetido pela Comissão Judiciária do Senado. O líder republicano na Casa, Mitch McConnell, disse que espera ouvir o "mais rápido possível" de Comey.

— A crise (na Casa Branca) já atingiu o tamanho e escala de Watergate — disparou o senador republicano John McCain. — Já vimos este filme antes.

Flynn foi obrigado a se demitir no dia 13 de fevereiro por omitir os repetidos contatos que manteve com o embaixador russo em Washington no ano passado, durante os quais abordou as sanções americanas a Moscou. O ex-assessor de segurança nacional também é objeto de uma investigação do Pentágono sobre valores recebidos de empresas ligadas ao governo russo.

Segundo “The New York Times”, Comey adquiriu o hábito de redigir memorandos sobre as conversas com Donald Trump diante das “tentativas impróprias do presidente de influenciar em uma investigação em curso”.

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