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Trump indicará vice-chefe de Gabinete para cargo de secretária de Segurança Interna

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WASHINGTON — A Casa Branca anunciou nesta quarta-feira que o presidente Donald Trump indicará a vice-chefe de Gabinete, Kirstjen Nielsen, para o cargo de secretária de Segurança Interna. Nielsen foi um importante nome na equipe do general John Kelly durante seu período no cargo, e ajudou a restringir as reuniões do departamento, garantindo um maior controle do fluxo de informações a partir do governo, um dos principais desafios da equipe presidencial nos quase nove meses de Trump à frente da Presidência.

De acordo com o diário britânico “The Guardian”, embora Nielsen seja vista por parte da equipe presidencial como uma pessoa extremamente objetiva, seu processo de confirmação no Senado americano deve enfrentar alguns obstáculos e perguntas espinhosas por parte da bancada democrata, especialmente em questões relativas à imigração, como a repressão às cidades-santuário (municípios que cooperam de forma limitada com o governo na repressão a imigrantes ilegais) e os planos para substituir a Ação Deferida para os Chegados na Infância (Daca, na sigla em inglês), que garantia renovações de vistos para imigrantes que chegaram ao país ainda crianças. Outro ponto que pode representar dificuldades é a restrição à entrada de refugiados e cidadãos de uma lista de países muçulmanos, fortemente criticada pela oposição.

Seu desafio mais duro, no entanto, estará nas questões relativas às investigações sobre a interferência russa nas eleições presidenciais de 2016, que o presidente continua a classificar como “notícias falsas”. O Departamento de Segurança Interna não apenas tem a responsabilidade de proteger o país de futuros ataques, mas também afirmou, no início do ano, ter evidências de tentativas russas de violar sistemas eleitorais em 21 estados, que posteriormente acusaram a agência de oferecer informações erradas sobre os perigos da interferência russa.

Entre os nomes cotados para substituir Kelly — que deixou o departamento para assumir a chefia do Gabinete presidencial — estavam o ex-xerife do condado de Milwaukee David A. Clarke Jr., e o secretário de Estado do Kansas Kris Kobach. Ambos geraram preocupações na bancada democrata por defenderem posições extremas em relação ao sistema de imigração. Kobach causou polêmica durante o período de transição presidencial depois se reunir com Kelly e Trump, possivelmente para discutir sua indicação ao departamento, e defender a criação de um cadastro nacional de muçulmanos.

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