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Trump faz visita histórica ao Muro das Lamentações

JERUSALÉM — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a Israel nesta segunda-feira tentando ressuscitar o emperrado processo de paz entre israelenses e palestinos com visitas a Jerusalém e à Cisjordânia. Durante a viagem, ele fez uma visita histórica ao Muro das Lamentações, tornando-se o primeiro presidente em exercício a viajar à Cidade Velha de Jerusalém.

Ao longo de dois dias, Trump irá se encontrar separadamente com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, e visitar locais sagrados. Nesta segunda-feira, ele visitou primeiro a Igreja do Santo Sepulcro.

Outros presidentes americanos foram à Cidade Velha de Jerusalém, que foi conquistada por Israel na Guerra de Seis Dias, em 1967, mas não enquanto ainda estavam no cargo. Barack Obama, por exemplo, visitou na época em que era senador e candidato a presidente, mas não durante sua presidência de dois mandatos.

Netanyahu e sua mulher, Sara, assim como o presidente de Israel, Reuven Rivlin, e membros do governo israelense estiveram no aeroporto Ben-Gurion, de Tel Aviv para receber Trump e a primeira-dama, Melania, em uma cerimônia com tapete vermelho após um voo direto de Riad.

— Durante minhas viagens nos últimos dias tenho encontrado novos motivos para esperança — disse Trump em um breve discurso na chegada. — Temos diante de nós uma oportunidade rara de obter segurança e estabilidade e paz para essa região e esse povo, derrotando o terrorismo e criando um futuro de harmonia, prosperidade e paz, mas só podemos chegar lá trabalhando juntos. Não há outro caminho.

Em sua primeira viagem ao exterior desde que tomou posse, em janeiro, Trump já está mostrando sinais de fatiga devido ao cronograma intenso. Ele embarcou para uma viagem de nove dias pelo Oriente Médio e pela Europa que termina no sábado, depois de visitas ao Vaticano, Bruxelas e Sicília.

Na noite de domingo, na capital da Arábia Saudita, após um longo dia de eventos, muitos deles adiados, Trump desistiu de comparecer ao fórum Tweeps para jovens que deveria ser sua última atividade do dia, enviando a filha Ivanka em seu lugar.

Ao longo do final de semana, o líder americano foi recebido calorosamente por líderes árabes, que se concentraram em seu desejo de reprimir a influência do Irã na região, um compromisso que não encontraram em seu antecessor, o presidente democrata Barack Obama.

A recepção marcou um contraste com suas dificuldades em casa, onde Trump passa apertos para conter um escândalo crescente desde que demitiu o então diretor do FBI, James Comey, quase duas semanas atrás.

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