O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, endureceu o tom contra o Irã nesta quarta-feira, 10, e afirmou que Washington voltará a atacar o país hoje, em meio à escalada militar no Oriente Médio após os bombardeios americanos contra alvos iranianos realizados na madrugada.
"Atacamos o Irã com força ontem [terça-feira] e atacaremos novamente hoje", declarou Trump a jornalistas, durante evento na Casa Branca. O republicano acrescentou que os Estados Unidos têm o "direito de retomar os ataques contra o Irã" e defendeu o uso do poderio militar americano. "Nós temos o Exército mais poderoso do mundo, e às vezes é preciso usá-lo", afirmou.
Ao justificar a posição americana, Trump citou a queda de um helicóptero militar dos EUA próximo ao Estreito de Ormuz. "Não sei o que o Irã está fazendo. Eles derrubaram um de nossos helicópteros", disse. Segundo o presidente, o episódio dá a Washington respaldo para novas ações militares.
Apesar das ameaças, Trump voltou a defender uma solução negociada para o conflito. "O Irã deveria assinar um acordo conosco. É um bom acordo", afirmou. Segundo ele, os EUA buscam um entendimento com Teerã que seja "significativo e que funcione". O presidente também disse que o Irã já concordou em não desenvolver armas nucleares. "Então eles só precisam assinar o acordo", declarou.
Trump evitou detalhar quais seriam os próximos alvos americanos, apesar da publicação feita na Truth Social mais cedo. Ao ser questionado se os EUA pretendem atingir pontes ou usinas de energia iranianas, respondeu apenas que não comentaria o assunto.
Pela manhã, Trump já havia afirmado que o Irã terá de "pagar o preço" por ter demorado a negociar um acordo para encerrar o conflito. Em publicação, o presidente classificou o país persa como "só conversa e nenhuma ação". As declarações sucedem os ataques americanos e a resposta militar iraniana contra países que abrigam bases dos EUA no Oriente Médio durante a madrugada.




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