O grupo Hamas afirmou nesta terça-feira (30) que está analisando a proposta apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar a guerra na Faixa de Gaza. A iniciativa, que já foi aceita por Israel, prevê um cessar-fogo imediato, anistia a combatentes do Hamas que entregarem suas armas e a criação de um governo de transição no território.
De acordo com uma fonte do movimento palestino ouvida pela agência AFP, as consultas internas devem envolver lideranças políticas e militares dentro e fora de Gaza e “podem durar vários dias, dada sua complexidade”. O grupo, no entanto, não estabeleceu prazo para dar uma resposta oficial.
Trump, por sua vez, disse a jornalistas em Washington que espera uma posição do Hamas “em 3 a 4 dias”. O presidente americano afirmou que países árabes e Israel já aceitaram os termos e advertiu que, caso o grupo rejeite o plano, os EUA apoiarão uma ofensiva militar para eliminá-lo. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, também declarou que, se não houver acordo, Israel continuará com a operação até “concluir o trabalho por conta própria”.
O plano proposto por Trump detalha 20 pontos e estabelece Gaza como área desmilitarizada, sob administração temporária de um comitê palestino de transição supervisionado por um “Conselho da Paz” liderado pelos EUA. A proposta também abre caminho para uma eventual criação do Estado palestino, condicionada a reformas na Autoridade Palestina e à reconstrução do território.



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