Início Mundo Três ex-presidentes peruanos são suspeitos de favorecer Odebrecht
Mundo

Três ex-presidentes peruanos são suspeitos de favorecer Odebrecht

LIMA — Além de Ollanta Humala, que teve a prisão preventiva decretada nesta quinta-feira, as suspeitas de irregularidades envolvendo a Odebrecht atingem outros dois ex-presidentes do Peru: Alejandro Toledo, que também já teve a prisão decretada, mas está foragido; eAlan García.

De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, com quem a Odebrecht também firmou um acordo, a empreiteira brasileira reconheceu ter pago US$ 29 milhões em propinas a funcionários públicos peruanos, entre 2005 e 2014, para receber benefícios em licitações.

Confira o que pesa contra cada um dos três ex-presidentes:

Jorge Barata, ex-diretor-executivo da Odebrecht, relatou ter pago US$ 20 milhões, pessoalmente, ao próprio Toledo, entre 2005 e 2008. Em contrapartida, a empresa teria sido beneficiada na construção da estrada interoceânica que liga o Peru ao Brasil. As informações constam em documento obtido pelo “RPP Noticias”.

De acordo com o Ministério Público, o dinheiro era depositado em uma conta do empresário israelense Josef Maiman, amigo do ex-presidente.

, e hoje ele é considerado foragido. Seu último paradeiro conhecido é a cidade de San Francisco, nos Estados Unidos.

Os executivos da Odebrecht afirmaram ter pago US$ 1,4 milhão a um alto funcionário do governo García, para serem beneficiados na obra do metrô de Lima. García é investigado desde abril pelo caso.

Além disso, a Justiça decretou prisão preventiva de 18 meses para Edwin Luyo, presidente do comitê de licitação da obra, e para Jorge Cuba, ex-vice-ministro de Transportes. Os dois teriam recebido R$ 7 milhões em propinas.

Humala é suspeito de ter recebido US$ 3 milhões em sua campanha presidencial. O dinheiro teria sido autorizado pelo ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?